Enquanto os adolescentes têm como hobby o esporte e os jogos de celulares, Vicente Skowronki, de 15 anos, tem um gosto inusitado. Aos 10 anos ele começou a demostrar interesse pelas plantas carnívoras. “Sempre gostei, é algo que brilha dentro de mim”, garante. Morador de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, Vicente fez do hobby um negócio.
Foi em vídeos na internet que Vicente descobriu as plantas carnívoras. Em uma floricultura de Chapecó ele comprou a primeira unidade e, a partir daí, o cultivo começou.
Durante a pandemia, devido aos estudos, o hobby foi deixado de lado. Mas após dois anos sem manter nenhuma planta carnívora em casa, Vicente resolveu retomar o cultivo e não parou mais. “Foi no dia 26 de novembro de 2022 que retomei com uma planta e em um mês já tinha 50 unidades”, conta.
O grande incentivador do adolescente é o pai, Mauro Canal. Ele percebeu que não era apenas um hobby e resolveu apoiar. “O Vicente começou a estudar sobre as espécies das plantas carnívoras e percebemos o quanto estava evoluindo”, diz.
Hobby virou negócio de plantas carnívoras
As plantas chamadas de carnívoras se alimentam de insetos. Hoje a coleção de Vicente conta com 412 exemplares e ele vende para todo o Brasil. De 25 a 30 unidades são entregues todo mês. O transporte é feito pelos Correios e por transportadora. “Não vou mais parar. Enquanto conseguir vou cultivar”, garante.