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Como a cultura do arroz se tornou essencial para o desenvolvimento da Cravil

Nos primeiros 10 anos a cooperativa investiu na unidade de beneficiamento em Pouso Redondo, e hoje produz cerca de 1,6 milhão de sacas de arroz por ano

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Atualmente, a indústria do arroz em Pouso Redondo, produz cerca de 1,6 milhão de sacas por ano – Foto: DivulgaçãoAtualmente, a indústria do arroz em Pouso Redondo, produz cerca de 1,6 milhão de sacas por ano – Foto: Divulgação

É impossível falar sobre a Cravil sem citar a cultura do arroz. Ao longo dos seus 51 anos de história, o grão foi essencial para que a cooperativa crescesse e, consequentemente, fortalecesse o Vale do Itajaí através das lindas e verdejantes plantações que cruzam a região de ponta a ponta.

Atualmente, a indústria do arroz em Pouso Redondo, produz cerca de 1,6 milhão de sacas por ano. Mas essa história de sucesso começa muito antes, com o arroz batido a cavalo, cortado a “ferrinho” e colhido à mão.

Em 1970 o arroz era uma cultura importante e, talvez, aquela que mais precisava de atenção. Rui Danilo Gonzaga, produtor associado à Cravil desde 1986, de Pouso Redondo, lembra que o pai entregava a produção para a cooperativa e que na época era tudo mais lento.

“- Mas pelo menos, com a chegada da Cooperativa, havia menos preocupação com a garantia da venda. Assim o produtor podia se concentrar mais na produção” – relembra.

O primeiro passo era garantir a comercialização e dar segurança ao cooperado. Depois vinha a aproximação, o acompanhamento, o conhecimento técnico e a prosperidade.

A indústria e as sementes

Já na sua primeira década de existência a Cravil investiu na unidade de beneficiamento em Pouso Redondo. A indústria era o motor do crescimento da cultura, que em 1970 passou a ter capacidade estática total de 364 mil sacas.

“- A indústria do arroz, o engenho, na região de Pouso Redondo foi o que o produtor precisava para fazer a transformação da produção. E hoje percebemos como foi tudo bem pensado. O produtor via na indústria a segurança para continuar produzindo” – comenta Frederico Henrique Seyfferth, produtor de Pouso Redondo.

Enquanto a indústria crescia, a Cravil também fazia o acompanhamento junto ao produtor, proporcionando mais conhecimento técnico dia após dia.

Segundo Henry Dorow, presidente da cooperativa, primeiro os engenheiros agrônomos aprendiam novas tecnologias e, depois, a Cravil levava esse aprendizado ao produtor. A partir da parceria com a Epagri, os processos foram evoluindo e o produtor que era associado, percebia que a produção subia anualmente.

O Vale do Itajaí é conhecido por ser uma região com agricultura familiar. Então, além de pensar no desenvolvimento econômico e no aumento da produção, é necessário ganhar a confiança da família – algo que é possível se fazendo presente no dia a dia. E foi assim que começou um trabalho minucioso, na tentativa de conhecer bem as características da terra e produzir as sementes de arroz.

“- Começou bem devagar, lá nos anos 60 com a antiga Acaresc, mas foi junto a Cravil, com os técnicos, que começamos a fazer a correção do solo, análise da terra, adubação, calcário… nos escolheram para produzir sementes e nós estávamos empolgados porque eles vinham e acompanhavam cada evolução” – conta Frederico.

Atualmente a Cravil é a maior produtora de sementes de arroz para o sistema pré-germinado do Brasil, produzindo 100 mil sacas anualmente. A principal característica da semente de arroz da cooperativa é o altíssimo vigor na fase inicial – descoberta que animou os produtores, pois era perceptível que o Alto Vale do Itajaí tinha o melhor clima para o desenvolvimento de sementes do alimento.

Frederico também revela que os produtores eram muito cuidadosos com os detalhes, como a limpeza da área. Eles começaram primeiro com o arroz filipino, o IR-841 e foram fazendo experiências. Dali para frente o processo tecnológico começou a entrar na produção e a região se tornou uma referência em sementes.

Já nos anos 1980 a Cravil estava produzindo aproximadamente 5 mil sacos de sementes e toda a produção era única e exclusiva para os associados.

“- Nessa época, o Estado de Santa Catarina era um importador de sementes para a rizicultura. Importava sementes de outros Estados como São Paulo e as cultivares utilizadas eram o CICA 8, IR-841 e a IAC-4440. Mas a produção de semente se transformou em um negócio e a Cravil entendeu que podia deixar de importar, para então vender, muito além dos limites de Santa Catarina” – recorda Moacir Warmling, Gerente Operacional da Cravil.

Com o salto dado pela produção de sementes, a cooperativa trouxe eventos nacionais, como a 1ª Abertura de Colheita do Arroz, em Agronômica, que contou com a presença de produtores de todo o país.

Hoje, com rigorosos controles no sistema produtivo no campo e durante o processo de beneficiamento, a Cravil comercializa as sementes de arroz em toda região onde está localizada, e para estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rondônia, Maranhão, Alagoas e, ainda, para outros países sul-americanos na marca Cravil e Extra Cravil.

Alimento que vem do Vale

Se tem algo que Nilton Venturi, associado há 20 anos, entende é o quanto o município de Agronômica e toda a região do Alto Vale é importante para alimentar Santa Catarina e todo o restante do Brasil.

“- A Cooperativa gerou nesses 51 anos um movimento de compra e venda que às vezes, nós aqui no campo, nem percebemos. Mas veja bem quantas toneladas de arroz nós já distribuímos por esse país” – reflete.

Nos últimos cinco anos, a Cravil comercializou mais 8,5 milhões de sacos de arroz. Um número que está ligado a toda a cadeia produtiva, desde o fornecimento de insumos, industrialização, armazenamento e comercialização, E os resultados também estão interligados à melhoria contínua da produtividade:

“- Quando tudo começou, nós cortávamos o arroz à mão. Depois veio colheitadeira pica-pau, o Jerico… nessa época colhia-se 30, 40 sacos por hectare. Agora, uma boa produção dá 200 sacos por hectare, até mais. Então foi bom ter passado por tudo isso, para valorizar a cooperativa que ajudou a gente nesse tempo todo e para dar valor ao que temos hoje” – diz Janete Venturi, produtora de arroz, em Agronômica.

Eugênio Felippi, associado de Benedito Novo, lembra que na comunidade de Santa Maria não existia arrozeiras e que a produção passou a aumentar quando eles começaram a aplicar as técnicas compartilhadas pela cooperativa.

A cultura do arroz é anual e a cada ano o aproveitamento é melhor em toda a região desde a Foz do Itajaí, Médio e Alto Vale.

“- Somos uma região com uma das melhores taxas de produtividade do Brasil, isso já desde a década de 80. Com a capacidade e o capricho do nosso produtor e o apoio da Cooperativa, temos no arroz uma das culturas mais sólidas trabalhadas pela Cravil” – completa Harry Dorow, presidente da cooperativa.

Para saber mais sobre a Cravil, os projetos e produtos que a cooperativa oferece, acesse o site.

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