CONTEÚDO ESPECIAL, BRANDED STUDIO ND, Florianópolis - 23 de outubro de 2023

Entenda como funciona a produção de arroz em Santa Catarina

Da qualidade do grão, ao modelo de cultivo, cuidados sanitários e o beneficiamento do arroz. Descubra como o alimento ajuda a movimentar a economia regional

O arroz que consumimos em casa e nos restaurantes, emprega e gera renda para mais de 50 mil famílias do Estado – Foto: DivulgaçãoO arroz que consumimos em casa e nos restaurantes, emprega e gera renda para mais de 50 mil famílias do Estado – Foto: Divulgação

Um ingrediente essencial na mesa dos brasileiros, o arroz é sinônimo de tradição e sabor em casa – e de muita pesquisa e trabalho no campo. Hoje, Santa Catarina é o segundo maior produtor do Brasil e se destaca pela maior produtividade do país. É uma cadeia produtiva que envolve tecnologia, cooperação, investimento das indústrias cerealistas e pesquisa, resultando em um arroz de alta qualidade, visto que a última safra bateu recorde.

O arroz que consumimos em casa e nos restaurantes, emprega e gera renda para mais de 50 mil famílias do Estado, movimentando a economia de municípios, envolvendo pesquisa, tecnologia, capricho e suor do produtor catarinense.

A região Sul do Estado conta com terras de extensas planícies, onde se concentra a maior parte da produção catarinense. Por lá o arroz é sinônimo de produtividade e alto padrão de qualidade. Isso porque toda a área localizada entre a serra e o litoral tem tudo o que o arroz precisa: sol e água em abundância.

Santa Catarina é o segundo maior produtor do Brasil e se destaca pela maior produtividade do país – Foto: DivulgaçãoSanta Catarina é o segundo maior produtor do Brasil e se destaca pela maior produtividade do país – Foto: Divulgação

Porém, há outros aspectos ainda mais relevantes, como a pesquisa e o manejo. Tudo começa com as sementes desenvolvidas especialmente para o solo catarinense, mérito de quatro décadas de pesquisa da Epagri.

Douglas Oliveira, do Programa Grãos SC da Epagri, conta que o sistema de melhoramento tem lançado uma cultivar a cada dois anos e cada cultivar agrega uma vantagem em relação a anterior, criando variedades mais adaptadas às condições de cultivo, de solo e de clima.

E essa tecnologia só chega ao mercado e aos produtores através de empresas multiplicadoras de sementes. Ao todo, Santa Catarina conta com 16 sementeiras oficiais, como a Cooperja, que possui tecnologia de ponta para a seleção do melhor grão.

Inclusive, hoje as nossas sementes são consideradas as melhores do país e estão sendo plantadas em outros estados brasileiros e até em países vizinhos, como a Bolívia e a Argentina.

Modelo de plantio que faz a diferença

São muitas as características que atribuem a excelência do arroz catarinense. Sementes desenvolvidas especialmente para nosso solo, modelo de cultivo e o extremo cuidado dos agricultores são exemplos disso – Foto: DivulgaçãoSão muitas as características que atribuem a excelência do arroz catarinense. Sementes desenvolvidas especialmente para nosso solo, modelo de cultivo e o extremo cuidado dos agricultores são exemplos disso – Foto: Divulgação

A qualidade da semente catarinense é importante no resultado da produtividade, mas a preparação da terra e o modelo de plantio adotado por aqui faz toda a diferença. O modelo de cultivo adotado por mais de 85% dos agricultores catarinenses é o pré-germinado em áreas alagadas – esse é o nosso diferencial, a marca registrada da nossa produção.

Antes de chegar na lavoura, as sementes ficam imersas na água por 36 horas e depois são expostas ao sol. Só depois que a radícula aparece, é que elas estão prontas para o campo.

Essa técnica foi difundida pela Epagri e revolucionou a produtividade catarinense, a partir do início da década de 1980. Ela foi criada inicialmente para aproveitar as áreas baixas com muita umidade, consideradas banhados improdutivos.

E o que era um problema, hoje é solução. A lâmina de água funciona como uma espécie de herbicida natural. Como ela tira o oxigênio da terra, impede que outras ervas daninhas germinem, especialmente quando se trata do arroz vermelho. Para que isso aconteça a terra precisa receber a lâmina d’água 30 dias antes da semente e permanecer até poucos dias antes da colheita. Por isso a importância da lavoura ser dividida em quadras, com alturas e posições bem definidas, para reter ou liberar a água da chuva e de reservatórios.

A importância da indústria

São muitas as características que atribuem a excelência do arroz catarinense. Sementes desenvolvidas especialmente para nosso solo, modelo de cultivo e o extremo cuidado dos agricultores são exemplos disso.

E tudo se completa com o trabalho da indústria, que também investe em muita tecnologia para entregar um produto de qualidade, atendendo as necessidades de toda a população. Ela tem um papel essencial na armazenagem e beneficiamento do grão, é uma cadeia extremamente organizada que tem como pilar a entidade que representa as 25 maiores e principais empresas cerealistas do Estado, o SindArroz.

“O consumidor recebe um produto de qualidade na mesa. O produtor, com competência, preservando o meio ambiente, entrega o produto com as indústrias. E as indústrias modernizadas também aproveitam e produzem esse arroz, beneficiam o arroz sem poluição, cuidando ao máximo para que o meio ambiente seja preservado e o consumidor tenha um produto de qualidade” – explica Walmir Rampinelli, presidente do SindArroz Santa Catarina.

A tecnologia das indústrias permite o beneficiamento de mais de um milhão de toneladas do grão ao ano. É um setor que promove o desenvolvimento da região, esquenta a economia das cidades, gera emprego e renda para milhares de famílias.

Alimento que beneficia o corpo

O cereal também é uma fonte de nutrientes importantes – Foto: DivulgaçãoO cereal também é uma fonte de nutrientes importantes – Foto: Divulgação

Cada vez mais os empresários têm apostado na diversidade de produtos a base de arroz, como a farinha, o macarrão, o leite e os flocos – uma variedade que vem ganhando mais adeptos ao longo dos anos, devido a uma necessidade crescente da população.

Isso porque o arroz não tem glúten e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 1% da população mundial apresenta a doença celíaca. No Brasil, esse dado representa 2 milhões de pessoas e os alimentos à base do cereal facilitam a vida de muitas pessoas.

Além disso, o arroz é uma excelente fonte de carboidratos complexos, a principal fonte de energia do corpo. Diferentemente dos açúcares simples, os carboidratos complexos do arroz são absorvidos lentamente, proporcionando uma energia constante ao longo do dia.

O cereal também é uma fonte de nutrientes importantes. Ele contém vitaminas do complexo B e minerais como magnésio e selênio, essenciais para várias funções do organismo. Inclusive, o arroz integral é uma excelente fonte de fibras, contribuindo para uma digestão saudável, além de auxiliar na prevenção de prisão de ventre e na manutenção de níveis saudáveis de colesterol no sangue.

E se você ficou interessado e quer saber mais sobre a produção de arroz em Santa Catarina, aproveite e assista na íntegra o episódio especial do programa Agro, Saúde e Cooperação, um projeto desenvolvido pelo Grupo ND, em parceria com a OCESC, SindArroz, Sicoob, Aurora e Fiedler Automação Industrial.