Conteúdo Especial, Branded Studio ND, Florianópolis - 16 de agosto de 2022

O que leva Santa Catarina a ser o único Estado brasileiro a exportar carne suína para o Canadá

Movimento “Agro – Saúde e Cooperação” desvenda os segredos da suinocultura catarinense e mostra porque ela se destaca no mercado brasileiro e no internacional

A confiança no produto catarinense vem da China, de Hong Kong, do Chile, das Filipinas e, mais recentemente, do Canadá – Foto: DivulgaçãoA confiança no produto catarinense vem da China, de Hong Kong, do Chile, das Filipinas e, mais recentemente, do Canadá – Foto: Divulgação

Sabia que a suinocultura é um dos sistemas produtivos mais importantes de Santa Catarina? Atualmente, nosso Estado é o que mais produz e exporta esse tipo de carne. Se antes, os cortes suínos eram subestimados, hoje já ganharam o paladar e a preferência de muitos consumidores brasileiros.

Isso porque antes, a suinocultura era envolvida em uma série de informações falsas. Atualmente, muito por causa dos avanços tecnológicos, o cenário mudou e Santa Catarina, por exemplo, se tornou o Estado que mais produz e exporta carne suína no Brasil. Conquistamos os mercados mais exigentes e competitivos, com foco na sanidade animal e uma proteína de qualidade, com sabor único.

Cuidado que começa na alimentação dos animais

Cidade e campo nunca estiveram tão integrados. Seja quanto à localização geográfica ou na dependência que um tem do outro, mais do que nunca, cada semente plantada na lavoura é capaz de fazer girar uma engrenagem que impacta diversos setores, refletindo também na economia mundial.

O plantio, a colheita e o processo de secagem do milho, que servirá de alimento para os suínos precisa ser feito da melhor forma – Foto: DivulgaçãoO plantio, a colheita e o processo de secagem do milho, que servirá de alimento para os suínos precisa ser feito da melhor forma – Foto: Divulgação

Todo cuidado é importante e irá refletir no resultado. O plantio, a colheita e o processo de secagem do milho, que servirá de alimento para os suínos precisa ser feito da melhor forma, mesmo diante de desafios – como as crises econômicas mundiais, crises de saúde (como o Covid-19) e a estiagem.

Depois da colheita finalizada, o milho pode seguir para uma cooperativa, como a Aurora Coop e, assim, alimentar os suínos. É nesse sistema de cooperação, graças à lavoura de um, que o outro tem comida para dar ao plantel e fazer toda a economia girar.

Confiança que vai para os pratos brasileiros e internacionais

Quando se fala que a produção do agro catarinense alimenta o mundo, não é só uma metáfora. Seja com parceiros comerciais pelo Brasil ou em mercados internacionais já consolidados, tem muitos produtos de Santa Catarina na mesa de milhares de consumidores.

A confiança no produto catarinense vem da China, de Hong Kong, do Chile, das Filipinas e, mais recentemente, do Canadá. Mercados em que a carne suína já é consolidada e que impõe limitações. Limitações essas, que Santa Catarina venceu por causa da altíssima qualidade dos produtos que oferece.

Somos o único Estado brasileiro autorizado a exportar carne suína para o Canadá, por exemplo. Isso por conta do status sanitário ímpar, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como área livre de febre aftosa sem vacinação.

Ao lado do Rio Grande do Sul, também somos uma zona livre de peste suína clássica, o que garante a confiança internacional.

Ser o responsável por entregar os animais para a agroindústria, com um excelente nível de qualidade e taxa de conversão, é uma tarefa que exige muito zelo por parte do produtor. A cada trato, o suinocultor coloca no cocho muito mais do que ração.

A mistura traz todo o trabalho da cadeia produtiva até ali, e a expectativa de um resultado que condiz com o nível de exigência de parceiros comerciais da Europa, da Ásia, dos Estados Unidos, e outros mercados espalhados pelo mundo.

Santa Catarina está avançando no mercado norte-americano aos poucos – Foto: DivulgaçãoSanta Catarina está avançando no mercado norte-americano aos poucos – Foto: Divulgação

Tanto lá fora, quanto no mercado interno, o alimento que está na mesa dos consumidores é pura saúde. Hoje, até a merenda escolar de muitos estudantes catarinenses têm o mesmo selo de qualidade do produto vendido nos melhores supermercados do mundo.

Santa Catarina está avançando no mercado norte-americano aos poucos. Recentemente, o Ministério da Agricultura anunciou a habilitação de três plantas industriais do oeste do estado para exportar carne suína para o Canadá.

As unidades da Seara de São Miguel do Oeste e Itapiranga e da Coopercentral Aurora de Alimentos, de Chapecó, são as empresas aptas para essa operação e já estão se preparando para atender também o consumidor canadense.

Esse avanço na conquista de novos mercados se deve ao investimento feito pelas indústrias catarinenses e pela CIDASC em técnicas de manejo e inspeção sanitária que elevaram o status da carne suína. Um trabalho de cooperação e de investimento científico entre os setores público e privado.

“- A partir do momento que você exporta para o Canadá isso praticamente se torna um selo de qualidade do seu produto. É um mercado de alto nível de exigência e que permite que a partir disso você comece a conversar num outro patamar de negociação com outros mercados. E nós temos a expectativa de abrir mais mercados” – explica José Antônio Ribas Júnior, presidente do Sindicarne.

Diante de todo esse cenário, uma coisa é certa: ao comprar um produto catarinense em outros países, os consumidores acabam participando ativamente da perpetuação do agro brasileiro, na movimentação econômica.

Para saber mais sobre a suinocultura catarinense, não deixe de assistir ao programa especial do Agro – Saúde e Cooperação, movimento do Grupo ND, que traz informações sobre o agronegócio de uma forma inovadora e tem a Aurora e a OCESC como parceiras.