Com a produção de 495.995 toneladas de cebola na safra 2021/22, Santa Catarina se mantém como o maior produtor do país – Foto: DivulgaçãoCultivar cebola é algo grandioso, e por vários motivos: a cultura requer muita mão de obra; necessita de muita água, possui grande concorrência e precisa de investimentos em insumos e em tecnologia.
A hortaliça é exigente, mas altamente satisfatória. E plantar cebola no Alto Vale é fazer parte de um grupo seleto de produtores que lutam diariamente pelo melhor para o consumidor.
Sabendo disso, a equipe Cravil trilha seu caminho ao lado do agricultor, ajudando na tomada de decisões, na busca de novidades no mercado, além da troca de experiências – tudo para que a cultura fique cada vez mais forte e consolidada.
A cebola e o cooperativismo
Manter uma roça de cebola há 50 anos era uma tarefa difícil. Não havia irrigação, a tecnologia era rudimentar, de tração animal e principalmente, era penoso colher. As doenças e pragas eram fortes e a falta de fertilização e adubação adequada fazia a produtividade cair.
Mas a força do produtor era maior que as dificuldades. Naquela época, a mão de obra era dividida com os vizinhos e as famílias que eram maiores, cinco décadas atrás, se juntavam para a colheita. Cerca de 10 ou 15 mil quilos de cebola eram produzidas por hectare.
“- Na época de colheita as famílias faziam rodízio para ajudar umas às outras. Com 15 mil quilos por hectare não precisava contratar gente de fora, então ali já se fazia cooperativismo para colher, para trocar informação comercial, para compartilhar facilidades e dificuldades. A cebola tem a essência da cooperação” – conta Antônio Sausen, engenheiro agrônomo e coordenador agrícola da Cravil.
Aquela luta diária deu o impulso para a Cooperativa dar a devida importância à cultura. E os investimentos se sucederam desde a fundação da Cravil.
A evolução da produção
A Cravil também atuou na comercialização da cebola durante um período, porém o trabalho não teve sustentabilidade e os esforços da cooperativa foram voltados para a assistência técnica e o fornecimento de insumos. A credibilidade da Cravil, com a disponibilização de insumos de qualidade e preço justo, fizeram o produtor acreditar nas novidades que a equipe trazia e ainda traz para a região.
“- Depois desse tempo todo, hoje uma boa safra faz o agricultor colher mais de 40 toneladas por hectare, tem produtor que chega a colher 60 toneladas. Isso só ocorreu com muito trabalho em conjunto, Cravil e produtor” – aponta Antônio.
Também é importante ressaltar a importância da pesquisa, em conjunto com Epagri, no contexto da cebola catarinense. Com uma Estação Experimental em Ituporanga, a geração, adaptação e difusão de tecnologias agrícolas, especialmente para a região, agregam no desenvolvimento da cultura.
As novas perspectivas para a cebola
“- Se eu tivesse terra boa e água, eu não plantava outra coisa que não fosse a cebola”, revela o coordenador agrícola, que acompanha o produtor na região de Ituporanga há 27 anos. Ou seja, o princípio básico para se ter uma boa colheita é a água.
André Kuhnen, produtor de Petrolândia, conta que já sofreu muito com o clima quando há estiagem. Mas após o trabalho de irrigação, as safras têm sido cada vez melhores. Na região de atuação da Cravil, cerca de 15 mil hectares são destinados à cultura da cebola. O plantio da hortaliça se concentra, na maior parte das propriedades, no modelo de transplante de mudas, em outras, pela semeadura direta.
Com a produção de 495.995 toneladas de cebola na safra 2021/22, Santa Catarina se mantém como o maior produtor do país, respondendo por cerca de 30% do total nacional. Mesmo com essa potência, o produtor ainda sofre a cada safra com a incerteza do mercado e a dificuldade de mão de obra, fatores que não comprometem a dedicação na produção de uma hortaliça de qualidade.
“- A cebola é fundamental para a Cravil, e pode apostar, está com o futuro garantido” – conclui Antônio. Ficou interessado e quer saber mais? Para mais informações sobre a cooperativa, seus produtos e ações, acesse o site: www.cravil.com.br.