CONTEÚDO ESPECIAL, BRANDED STUDIO ND, Florianópolis - 27 de dezembro de 2023

Entenda como funciona a produção de milho verde em Santa Catarina

Santo Amaro da Imperatriz, maior produtora de milho verde para consumo no Estado, produz cerca de 25 milhões de espigas por ano, em uma área de 700 hectares

O milho verde de Santo Amaro conquista o litoral e os centros urbanos, oferecendo benefícios à saúde e proteção contra os raios solares. – Foto: DivulgaçãoO milho verde de Santo Amaro conquista o litoral e os centros urbanos, oferecendo benefícios à saúde e proteção contra os raios solares. – Foto: Divulgação

Se tem um alimento que não pode faltar na praia, ainda mais agora, na alta temporada, é o milho verde. E ao contrário do que muitos pensam, a maior parte desse alimento não vem de longe, mas de uma cidade pertinho do litoral, garantindo mais renda, emprego e saúde.

Localizada a aproximadamente 30 km de Florianópolis, Santo Amaro da Imperatriz é uma daquelas cidades pequenas que reúne grandes atributos. Está entre a serra e o mar e se destaca cada vez mais pelo turismo, devido ao grande manancial de águas termais.

Com temperatura próxima dos 39 graus, a água relaxante oferece propriedades medicinais aos visitantes, mas é o setor primário que garante grande parte da renda aos moradores e riqueza ao município.

A capital das águas termais também é a maior produtora de milho verde para consumo do Estado. A área plantada por ano gira em torno de 700 hectares – representando uma produtividade de aproximadamente 25 milhões de espigas para o consumo da cidade. E é dela que sai a maior parte da matéria-prima que abastece a faixa leste catarinense.

25 milhões de espigas anuais abastecem praias e cidades – Foto: Divulgação25 milhões de espigas anuais abastecem praias e cidades – Foto: Divulgação

Gerson Gessner, extensionista da Epagri, explica que o sucesso da produtividade do grão na região se dá por conta do clima. O município é um dos únicos do Estado que facilita o plantio de duas a três lavouras no mesmo ano. Além disso, os produtores, que são muito corajosos e batalhadores, também são parte desse resultado.

Segundo Gerson, cerca de 200 produtores produzem milho verde na região. E como essa cadeia envolve outros colaboradores, mais de mil pessoas são envolvidas em todo o processo. Ele também destaca que entre as vantagens do milho de Santo Amaro estão a qualidade e a rapidez com que chega aos mercados da Grande Florianópolis.

Alimento que gera renda para muitas famílias

É através da agricultura que a economia de Santo Amaro da Imperatriz se desenvolve e isso não está relacionado só ao trabalho do campo, mas a toda uma cadeia que se desenvolve depois da porteira – e com o milho não é diferente. Na cidade, o cereal é motivo de orgulho e geração de renda para o comércio local.

Santo Amaro da Imperatriz, a capital do milho verde em Santa Catarina, produz 25 milhões de espigas por ano em 700 hectares, abastecendo a região leste – Foto: DivulgaçãoSanto Amaro da Imperatriz, a capital do milho verde em Santa Catarina, produz 25 milhões de espigas por ano em 700 hectares, abastecendo a região leste – Foto: Divulgação

O município cultiva uma relação de respeito com a terra e Edson Rachadell, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, explica que o ponto forte do local é o gado, o milho, a batata e o tomate, além de outras hortaliças. Mas é o milho que está presente em praticamente 70% da produção agrícola familiar.

Exemplo disso é a história de uma família de Minas Gerais que viu na saudade das pamonhas a oportunidade de mudar de vida. Depois de fazer em casa e vender para todos os vizinhos do apartamento em que morava, Márcia Ferreira, criou uma pamonharia com a família e hoje tem a segunda maior empresa de milho verde por faturamento em Santa Catarina. A Grande Virada foi uma parceria que fecharam há 18 anos com uma grande rede de Comércio Varejista, já que não haviam pamonhas à venda nos supermercados da região. A empresa de Márcia hoje vende de 20 a 25 mil pamonhas para a rede por mês.

Nutrientes do milho

Depois de abastecer o mercado interno, o milho verde ganha a estrada, conquistando o litoral e os grandes centros urbanos. Prático e versátil, o cereal tem um perfil nutricional único. Contém uma combinação de elementos que representam uma excelente fonte de energia, além de fornecer fibras, carboidratos, vitaminas e minerais e ter ação fotoprotetora.

Rico em fibras, vitaminas e antioxidantes, esse cereal não só encanta paladares, mas também cuida da saúde. – Foto: DivulgaçãoRico em fibras, vitaminas e antioxidantes, esse cereal não só encanta paladares, mas também cuida da saúde. – Foto: Divulgação

De acordo com a nutricionista Camila Nascimento, o milho é uma boa fonte de carboidrato integral. Contém uma grande quantidade de fibras que auxiliam no bom funcionamento do intestino, na imunidade, na produção de neurotransmissores do bem-estar – como a serotonina e a dopamina – além de conter uma boa quantidade de proteínas.

Para quem não sabe, além de ser uma delícia na praia, ele também conta com uma grande quantidade de compostos antioxidantes. Por ter efeito fotoprotetor, também protege a pele dos danos causados pelo sol, ajuda a manter o bronzeado e a proteger a retina dos efeitos nocivos dos raios UVA e UVB.

E se você não sabe como escolher bem o milho que vai consumir em casa ou até levar para a praia, Gerson Gessner, o extensionista da Epagri, conta: o milho ideal para o consumo, aquele que vai para a panela, tem que ser o milho verde.

Já o que tem entre 10 e 12 dias de colheita e já está um pouco mais grosso, serve para fazer uma pamonha deliciosa – além do pão de milho e do curau. Quando ele passa um pouco mais, fica ideal para silagem e, depois, para alimentar os animais.

E você sabe por que o milho amarelo é chamado de milho verde? É justamente por conta da maturação do grão. Quanto mais novo – ou seja, quanto mais verde – mais apropriado para comer cozido.

Viu só, além de ser um alimento gostoso e nutritivo, o milho é o aliado perfeito do verão.Para saber mais sobre a produção de milho no Estado, confira o episódio especial do programa Agro, Saúde e Cooperação. O projeto da NDTV conta com a parceria da Ocesc, Aurora, SindArroz Santa Catarina, Fiedler Automação Industrial e Sicoob.