Santa Catarina embarca o 1º contêiner de carne suína para o Canadá

Contêiner com 25,3 toneladas de cortes de carne suína partiu nesta terça-feira (23) do porto de Navegantes (SC) a bordo do navio Lyon II, que vai atracar no Porto de Montreal

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Redação ND Florianópolis

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A Aurora Coop (Cooperativa Central Aurora Alimentos) de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, é a primeira empresa do Brasil a exportar carne suína para o Canadá, mercado recentemente aberto. O primeiro contêiner contendo 25,3 toneladas de cortes de carne suína para aquele mercado partiu nesta terça-feira (23) do porto de Navegantes (SC) a bordo do navio Lyon II, que vai atracar no Porto de Montreal.

Contêiner com 25,3 toneladas de cortes de carne suína partiu do porto de Navegantes (SC) – Foto: MB Comunicação/NDContêiner com 25,3 toneladas de cortes de carne suína partiu do porto de Navegantes (SC) – Foto: MB Comunicação/ND

A Aurora Coop atendeu todas as especificações técnicas, sanitárias e de bem-estar animal, previstas no acordo entre o Brasil e Canadá, celebrado em março de 2022, com a habilitação das plantas brasileiras anunciadas na metade de junho passado,  que autorizou a exportação de carne suína para aquele mercado.

O diretor comercial de mercado externo, Dilvo Casagranda, explica que se trata de um primeiro embarque com cortes específicos de acordo com a demanda do importador canadense, a fim de que os consumidores possam experimentar a qualidade do produto brasileiro, abrindo portas para este novo mercado para as exportações de carne suína do Brasil.

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Destaca que todos os setores da Aurora — desde o campo, indústria,  logística e controle de qualidade — empenharam-se para o atendimento dessa demanda. A primeira operação de exportação foi negociada pela equipe comercial junto a clientes da Aurora Coop, no Canadá, que já importam carne de frango para aquele país.

Produtor de cerca de 2 milhões de toneladas anuais de carne suína, o Canadá é o terceiro exportador mundial à frente do Brasil. Mesmo com importante participação no comércio internacional de carne suína, o país importa em torno de 200 mil toneladas anuais, demonstrando um importante espaço a ser conquistado pelos exportadores brasileiros.

Frigorífico da Aurora em Chapecó — Foto: MB Comunicação/Divulgação/NDFrigorífico da Aurora em Chapecó — Foto: MB Comunicação/Divulgação/ND

Para ampliar sua presença no novo mercado, a estratégia é atender as exigências de alguns nichos específicos. “Vamos enfrentar esse desafio para a Aurora crescer e se consolidar como grande exportador para o Canadá”, observa Casagranda. Esse é considerado um dos mercados mais exigentes em qualidade e especificidades. Com exportações consolidadas para os Estados Unidos, Japão e outros mercados, a Aurora Coop atuará para tornar-se importante fornecedor ao mercado canadense.

O presidente da Aurora, Neivor Canton, aponta que a empresa repete o feito de novembro de 2014, quando foi a primeira empresa brasileira a exportar carne suína para os Estados Unidos. “A exportação, embora modesta por envolver apenas um contêiner, representa um importante marco no reconhecimento internacional da qualidade da nossa suinocultura industrial”, comemora o dirigente.

Quem é a Aurora Coop?

A Cooperativa Centra Aurora Alimentos, com sede em Chapecó, é o terceiro maior conglomerado brasileiro de proteína animal. Emprega diretamente 40 mil trabalhadores e mantém um portfólio com mais de 800 produtos a base de carnes, lácteos, massas e vegetais.

Produção de frangos e suínos na Aurora – Foto: MB Comunicação/Divulgação/NDProdução de frangos e suínos na Aurora – Foto: MB Comunicação/Divulgação/ND

A receita operacional bruta, em 2021, atingiu R$ 19,4 bilhões, sendo 62,5% obtida no mercado nacional e 37,5% no mercado externo. As vendas no mercado interno ficaram em R$ 12,5 bilhões.

As exportações contemplaram carnes suínas e de aves, derivados lácteos e massas. A Aurora Coop ampliou em 39,6% as vendas no mercado mundial, onde obteve divisas da ordem de R$ 7,3 bilhões. Esse movimento foi essencial para os bons resultados do ano, compensando o baixo desempenho do mercado doméstico, impactado pelo desemprego, pandemia, aumento geral de custos e inflação.