SC avança no agronegócio com primeira usina de etanol à base de cereais

Governador Jorginho Mello falou sobre investimentos para a primeira usina de etanol; construção deve trazer avanço para o agronegócio

Larissa Dalberto Chapecó

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Santa Catarina deve ter um importante avanço no agronegócio. Na terça-feira (25), o governador Jorginho Mello anunciou investimentos para a implantação da primeira usina de etanol  à base de cereais do estado. O protocolo de intenções foi assinado durante a Copercampos, uma feira de show tecnológico em Campos Novos, no Meio-Oeste.

valdir colatto, altair silva, caroline de toni, jorginho mello, daniela reinehr na entrega do protocolo de intenções da usina de etanolImplantação de usina de etanol trará grandes benefícios ao estado. – Foto: Roberto Zacarias/SECOM/ND

O governador explicou que essa usina de etanol será um avanço. “Nosso agro é forte e precisa de todo o apoio. Estamos com projeto de implementar voos regionais ligando nossas cidades e encurtando distâncias. Temos muitos programas de linhas de crédito para apoiar nossos produtores rurais”.

Governador Jorginho Mello assinou o protocolo de intenções da usina de etanol durante a Copercampos. – Foto: Roberto Zacarias/SECOM/NDGovernador Jorginho Mello assinou o protocolo de intenções da usina de etanol durante a Copercampos. – Foto: Roberto Zacarias/SECOM/ND

Construção da usina de etanol e o avanço no agro

Em parceria com os investimentos do Estado, a cooperativa Copercampos  deve investir R$ 200 milhões na construção da usina de etanol, o que deve gerar cerca de  100 empregos diretos e 800 indiretos, além de uma produção estimada de 36 milhões de litros de etanol de milho no primeiro ano de operação.

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Além da produção de biocombustíveis, a usina da Copercampos terá a produção do subproduto DDGs (sigla em inglês para grãos secos de destilaria com solúveis), usado na fabricação de rações, de 25 mil toneladas por ano.

A produção de óleo deve ser superior a 1.500 toneladas por ano. Além disso, terá geração de energia de 15.000 MW/h por ano. Para esta capacidade de produção, serão utilizadas 250 ton/dia de cereais, mais de 87.000 toneladas/ano.

Jorginho Mello falou sobre os avanços para o agronegócio. – Foto: Roberto Zacarias/SECOM/NDJorginho Mello falou sobre os avanços para o agronegócio. – Foto: Roberto Zacarias/SECOM/ND

A usina vai consumir cerca de 30% do milho recebido pela cooperativa e produzirá o farelo proteico, DDGs, para ser utilizado na fabricação de ração, deste modo, o cereal é utilizado para produzir etanol da parte amilácea e concentra as proteínas, fibras e sais minerais neste coproduto com alto valor nutricional. O DDGs possui uma proteína acima de 30% em base seca.

A usina será construída na comunidade de Encruzilhada, em Campos Novos, onde a cooperativa possui uma unidade de armazenagem que receberá a matéria-prima para industrialização.

Também foi entregue a Licença Ambiental Prévia de Instalação, concedida pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina).

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