Análise de possível ‘vômito de baleia’ em Florianópolis será definida em reunião

Professores da UFSC e morador de Florianópolis se encontram na próxima semana para discutir viabilidade da análise; custo do procedimento é um dos motivos

Foto de Felipe Bottamedi

Felipe Bottamedi Florianópolis

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O morador de Florianópolis que encontrou um suposto âmbar cinza se reúne na próxima semana com professores do laboratório de química da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). O objetivo é discutir a possível análise do material, conhecido como “vômito de baleia”.

Análise do vômito de baleia possivelmente encontrado em Florianópolis será tratado na primeira reuniãoSuposto ‘vômito de baleia’, objeto encontrado por Alexandre passará por análise na UFSC – Foto: Arquivo Pessoal/ND

Alexandre procurou a universidade em novembro após encontrar a substância na praia do Campeche, no Sul da Ilha de SC. Ele lembrou das histórias sobre possíveis ocorrências do âmbar cinza no Estado: usado para fabricar perfumes de luxo, a substância tem valor milionário

Ao ND+ descreveu o também possível dia de sorte: era um domingo de sol, ele colocou a cadeira na areia e ficou curtindo o sol. “A praia estava lotada mas ninguém tinha percebido o objeto. Parece que algumas pessoas passaram por cima dele”, lembra.

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A localização favoreceu – o objeto estava ao lado do local onde sentou. Ele levou a “pedra” pra casa e a submeteu a dois testes caseiros testes caseiros que achou em uma página específica sobre o âmbar cinza.

Morador fez teste com material encontrado em praia – Vídeo: Arquivo Pessoal/ND

Análise é cara

Analisar o âmbar cinza não é simples e nem barato. Em Santa Catarina também não é comum. Ao receber o pedido, o departamento passou a discutir internamente a possibilidade de realizar os testes em sua Central de Análises.

Segundo a universidade já foram realizadas pesquisas iniciais. Entre outras coisas o encontro que será realizado tem como objetivo verificar o interesse do morador em seguir com as análises além dos custos dos reagentes e materiais necessários.

‘Vômito de baleia’ é difícil de ser encontrado

O receio faz sentido pois não é comum encontrar a substância no Brasil. Ela é produzida no intestino da baleia cachalotes, espécie que também vive na costa brasileira. Mas, como explicou reportagem do ND+, as espécies estão muito longes da costa brasileira – a cerca de 180km.

O cardápio das cachalotes favorece a produção do âmbar cinza: o animal se alimenta de lulas gigantes, que proporcionam a criação da substância. Isso porque o biquinho das lulas não é totalmente digerido pelas baleias.

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