A ave atobá-pardo, resgatada por navegantes no final de setembro, foi enfim devolvida à natureza. O animal precisou ser submetido a uma cirurgia, em novembro, para a retirada de um projétil de chumbinho.
Atobá-pardo que ficou três meses em reabilitação foi liberado na praia do Moçambique – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Divulgação/NDA soltura aconteceu na segunda-feira (4), na praia do Moçambique, em Florianópolis. Além do atobá, outras cinco aves marinhas foram liberadas ao habitat natural.
O atobá-pardo havia sido encontrado no dia 30 de setembro próximo às Ilhas dos Moleques do Norte, na Capital, bastante debilitado. A cirurgia para a retirada do chumbinho aconteceu em novembro do ano passado.
SeguirResgate
Outros dois atobás-pardos também foram vítimas de armas de pressão na época, mas acabaram morrendo durante o tratamento.
Cirurgia para retirada do projétil aconteceu em novembro de 2020 – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Divulgação/NDHavia apreensão por parte da equipe para a liberação da ave, já que essa foi a segunda tentativa de soltura do atobá sobrevivente. A primeira aconteceu em 18 de dezembro.
“Este animal precisou passar por um longo período de tratamento e fisioterapia de voo. Foi muito gratificante vê-lo voando depois de tudo o que aconteceu. É inaceitável esse crime contra a fauna”, comenta a médica veterinária Janaina Rocha Lorenço, responsável pela cirurgia para a retirada do projétil.
Um segundo atobá-pardo foi devolvido à natureza – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Divulgação/NDUm segundo atobá-pardo também foi liberado pela associação R3 Animal. Ele havia sido resgatado pela equipe do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos) junto à Univille (Universidade da Região de Joinville), em São Francisco do Sul.
Além disso, quatro gaivotas foram devolvidas à natureza: uma pela equipe do PMP-BS junto à R3 Animal, e as outras pela Udesc (Universidade de Santa Catarina) de Laguna, Univille e pelo Instituto Australis.
Sobre o projeto
Essa foi a primeira soltura realizada pela associação R3 Animal em 2021. A associação é uma das instituições que executa o PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias) em Santa Catarina.
Soltura aconteceu na segunda-feira (4) – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Divulgação/NDUm dos objetivos do programa é avaliar possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos. O trabalho é feito através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos encontrados mortos.
O PMP-BS é realizado desde Laguna até Saquarema, no Rio de Janeiro, e se divide em 15 trechos. Em Florianópolis, o Trecho 3 do projeto é executado pela R3 Animal.
E se encontrar um animal debilitado?
Caso encontre um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, a orientação é ligar para o 0800 642 3341.