Baleia-jubarte é encontrada morta com marcas de rede em praia de Itapema

Animal tinha cerca de seis metros de comprimento e já havia sido vista em um costão de Balneário Camboriú

Kassia Salles Itajaí

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Uma baleia-jubarte fêmea e jovem foi encontrada morta na Praia do Plaza, em Itapema, Litoral Norte de Santa Catarina, nesta terça-feira (13). Ela tinha marcas de redes de pesca em todo o corpo.

Baleia apareceu na Praia do Plaza, em Itapema, nesta segunda-feira (12) – Foto: Reprodução/NDBaleia apareceu na Praia do Plaza, em Itapema, nesta segunda-feira (12) – Foto: Reprodução/ND

O animal já estava em avançado estado de decomposição, e havia sido visto na Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú, na segunda-feira (12). O movimento da maré, no entanto, fez com que ela se afastasse sentido Sul, até Itapema.

Segundo a equipe técnica do PMP-Univali (Projeto de Monitoramento de Praias da Universidade do Vale do Itajaí), fortes marcas lineares compatíveis com redes de pesca foram observadas ao longo de todo o corpo, principalmente nas regiões próximas à nadadeira caudal.

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Ainda em Balneário Camboriú, a equipe do PMP conseguiu remover um pedaço de rede que estava preso na boca do animal e iniciar a necrópsia.

Cadáver de baleia foi vista em um costão na praia do Estaleiro – Foto: Reprodução/NDCadáver de baleia foi vista em um costão na praia do Estaleiro – Foto: Reprodução/ND

O diretor da Fiscalização de Balneário, Matheus Rafaeli, afirma que esta era a mesma que foi vista em Bombinhas e Porto Belo no domingo (11).

Nesta terça, a equipe do PMP conseguiu concluir a necrópsia em Itapema. O animal foi enterrado na areia da praia, devido ao avançado estado de decomposição.

Redes feiticeiras tem aumentado

No final de semana, outra baleia foi encontrada presa à uma rede de pesca em Porto Belo. Este animal, no entanto, conseguiu ser solto por populares e pela Polícia Militar Ambiental.

Conforme o Instituto Anjos do Mar, houve um aumento no número de redes feiticeiras, ou seja, rede de espera, que ficam fixas no mar, a espera dos cardumes.

Por isso, baleias e outros animais marinhos acabam ficando presas nestas redes, que também possuem três panos superiores, e morrendo. Estas redes são colocadas de forma irregular a menos de 300 m dos costões ou menos de 500 m de onde desembocam os rios e estuários.

A operação da Polícia Militar Ambiental e do Instituto Anjos do Mar apreendeu 16 redes entre os molhes de Navegantes, Itajaí, Cabeçudas e do Canto do Morcego.

Segundo o Projeto Baleia Jubarte, até a última segunda-feira (5),  só em 2021, 14 baleias foram encontradas encalhadas só em Santa Catarina. Em todo o Brasil, foram 51 animais. Junho foi o pior mês: em todo o país, 32 baleias ficaram encalhadas.