O biólogo Jackson Preuss chamou a atenção ao compartilhar o registro de uma cobra saboreando um camundongo. A serpente é uma das três jiboias que ele cria em um terrario dentro de casa em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. Nas fotos, ela aparece pendurada em um tronco enquanto envolve e abocanha o ratinho.
O biólogo flagrou o momento que a cobra abocanhou o almoço. – Foto: Jackson Preuss/Divulgação/NDPreuss explica que o processo de digestão das serpentes é lento em decorrência do metabolismo e, por isso, elas se alimentam em períodos espaçados de tempo. As três cobras do biólogo são alimentadas a cada 20 ou 25 dias.
Elas recebem ratos ou coelhos abatidos, justamente para evitar o estresse de precisarem matar suas presas e também para evitar acidentes uma vez que vivem em cativeiro. “Em épocas mais quentes o metabolismo fica mais acelerado eu diminuo para 15 a 20 dias”.
SeguirNa natureza elas possuem uma dieta variada se alimentam de animais vertebrados que vão desde aves, mamíferos, répteis. Segundo o biólogo, as cobras que não tem peçonha matam suas presas por um processo chamado de constrição. Já as que possuem peçonha produzida em uma glândula acima do dente que acaba causando a morte de suas presas.
“Com a constrição, ela interrompe o fluxo sanguíneo e, consequentemente, o fluxo de oxigênio, necessário para órgãos vitais como o coração e o cérebro, levando à morte em pouco tempo. Enquanto a presa se movimentar a cobra não ingere”, explica.
Como as cobras defecam?
Mas você já se perguntou como ocorre o processo de defecação das cobras? Assim como a alimentação ocorre em períodos mais longos, as serpentes também defecam por volta de cinco a dez dias após a alimentação. “As escretas líquidas e sólidas saem pela cloaca. O nome dessas fezes de serpentes é urato”, esclarece o biólogo.