Faísca é uma cachorrinha sem raça definida de 6 anos. Nesta época de fim de ano, os estouros dos fogos de artifícios causam transtorno para ela e para muitos animais. Em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, uma lei proíbe a soltura desses artefatos que causem poluição sonora. Mas como amenizar esses transtornos nos bichos?
Cães sofrem no final do ano por conta do barulho dos fogos de artifícios – Foto: Pexels/Reprodução/NDSuzana Garcia é médica veterinária e dá algumas dicas para os tutores de pet nesses casos. Ela explica que os cães têm uma audição mais aguçada e o barulho dos fogos de artifícios podem irritar o animal, gerando medo e hiperexcitação. Como consequência, muitos acabam fugindo.
“Os acidentes mais comuns são as fugas, que podem causar atropelamentos e alguns ficam perdidos por bastante tempo. Nesses casos, é aconselhável que o tutor coloque uma coleira com a plaquinha de identificação com nome e telefone”, explica a profissional.
SeguirAlguns calmantes podem ser administrados para animais, como passiflora, triptofano, maracujá, ou em casos mais severos é aconselhável procurar um médico veterinário.
“Tem animais que sofrem mais e, nesses casos, o tutor deve procurar um médico veterinário para consultar o animal e fazer uso de medicamentos controlados”, acrescenta.
Algumas técnicas também ajudam a tranquilizar o animal, como enrolar uma faixa, colocar música alta e, principalmente, ficar perto do animal para ele se sentir seguro.
Tutoras acalmam seus animaizinhos
Quem utiliza uma dessas técnicas é Lilian Bautitz, tutora do Alvin que tem 11 anos. Desde filhote o cão sente muito medo de trovões, mas também do barulho causado pelos fogos de artifícios.
Lilian Bautitz, tutora do Alvin, que tem 11 anos, precisa acalmar o pet durante a virada do ano – Foto: Divulgação ND“Ele treme de forma incontrolável e se estiver em ambiente aberto corre sem direção. Por isso eu fico perto dele, tento acalmá-lo acariciando e mostro que não é nada, até porque é momentâneo, após passar o barulho ele se acalma”, conta.
A Faísca, mencionada acima, é a cachorrinha da dona Ana Maria Renk. Ela mora no bairro Efapi e algumas vezes sua filha, Aline, precisou ir atrás do animal fujão.
“É bem difícil nesta época do ano. Faísca fica bem assustada, desorientada e temos que cuidar do portão, pois ela foge e fica perdida, parece não escutar e reconhecer nós”, conta Aline.
Ana Maria Renk e sua cachorrinha Faísca, de 6 anos, precisa cuidar para o animal não fugir com o barulho dos fogos de artifícios – Foto: Divulgação NDPara evitar as fugas, mãe e filha deixam a cadela em um local mais calmo e também é administrado medicações que ajudam a acalmá-la.
Lei proíbe solturas de fogos
Em Chapecó, desde 2020 é proibida a queima, soltura e acionamento de fogos de artifício, rojões e artefatos pirotécnicos que produzam poluição sonora. A Lei é de nº 7.424. Na lei também está especificado que a proibição não se aplica a fogos e demais artefatos que produzem apenas efeitos visuais.
No descumprimento da lei, se implicará na apreensão dos produtos e aplicação de multa a ser estabelecida pelo Poder Executivo Municipal.