Capivaras se refrescam em rio e dão ‘rolê’ na Beira-Mar de São José: ‘fim de semana agitado’

Vídeos das capivaras foram gravados durante este domingo (12) em Santo Amaro da Imperatriz e São José

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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As capivaras sabem aproveitar o “finde” e a gente pode provar! Dois registros feitos na Grande Florianópolis mostram grupos de capivaras  flagrados tomando banho de rio em Santo Amaro da Imperatriz e passeando na Beira-Mar de São José neste domingo (12).

Capivaras aproveitam o domingo (12) na Grande Florianópolis – Foto: Internet/Reprodução/NDCapivaras aproveitam o domingo (12) na Grande Florianópolis – Foto: Internet/Reprodução/ND

O vídeo publicado pelo @palhoçamilgrau mostrou um encontro familiar de capivaras à beira do rio Cubatão, em Santo Amaro da Imperatriz. Sob um calor de 30°C, algumas aproveitaram para se refrescar, enquanto outras trataram de colocar o bronzeado em dia. As “crianças” aparecem correndo da água para a terra em uma brincadeira bem divertida.

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É possível contar mais de 10 capivaras no registro. Um usuário escreve: “colônia de férias”, enquanto outro comenta: “capivara é minha religião”. O vídeo atingiu mais de 54 mil visualizações até o início da tarde desta segunda-feira (13).

Confira o vídeo das capivaras tomando banho de rio:

Capivaras aproveitaram o calorão de Florianópolis para sair e se refrescar – Vídeo: @palhoçamilgrau/Instagram/Reprodução/ND

‘Rolê’ pela Beira-Mar

Em outro flagrante, feito pela @katecappelari13, uma família de capivaras passeia calmamente pela Beira-mar de São José, onde uma mãe levou seus cinco filhos para aproveitar o fim de tarde na Beira-Mar.

Elas literalmente “pararam o trânsito”. Passearam pela ciclovia até o Centro Multiuso do município, e pareceram não ligar para as diversas câmeras apontadas.

A família, já acostumada com as câmeras, segue rumo ao destino – Foto: @katecappelari13/Instagram/Reprodução/NDA família, já acostumada com as câmeras, segue rumo ao destino – Foto: @katecappelari13/Instagram/Reprodução/ND

“Vamos crianças, não se juntem com essa gentalha”, comenta um usuário. Segundo outra internauta, a “família” mora dentro das dependências da Superintendência Federal da Agricultura na Praia Comprida. “Hoje foram dar uma volta, pois é domingo kkkkkkkk. Eu brinco que os nomes dos pequenos são Huguinho, Zezinho, Luizinho, Mariazinha e Joaninha”, comenta.

Nas duas publicações, muitas pessoas também demostraram preocupação relacionada à proliferação destes animais. “Estão virando praga urbana”, “acho que estão se proliferando de uma forma preocupante! Até no Costão do Pântano do Sul já estão”.

Confira o vídeo das capivaras na Beira-mar de São José:

A mamãe levou os filhotes para aproveitar o domingo na Beira-Mar de São José – Vídeo: @katecappelari13/Floripa Mil Grau/Instagram/Reprodução/ND

Capivaras podem virar ‘pragas’?

As capivaras têm sido avistadas com mais frequência nos últimos meses e em lugares cada vez mais inusitados da Grande Florianópolis.

A tenente da PMA (Polícia Militar Ambiental) Renata Bousfield, conta que a aparição das capivaras excede a época do ano. Porém, o período do verão é o mais propício para a reprodução.

Família de capivaras para o trânsito em rua movimentada de Itapema – Foto: Via itapema.mil.grau_oficial/Reprodução/NDFamília de capivaras para o trânsito em rua movimentada de Itapema – Foto: Via itapema.mil.grau_oficial/Reprodução/ND

Renata ainda orienta os moradores que avistarem esse tipo de roedor: “É a situação de qualquer animal no Estado. Se for um simples recolhimento é com o IMA, e se houver um crime ambiental, caça ou maus tratos, deve-se chamar a Polícia Militar.

O professor e biólogo do IMA (Instituto do Meio Ambiente) de Criciúma André Klein, afirma que a reprodução das capivaras é um “problemão em nível nacional e sem solução em vista”.

Klein diz que esses roedores gostam de ficar em margens abertas de rios e o desequilíbrio populacional decorre, muitas vezes, das conversões de áreas florestais em áreas abertas.

Capivaras são flagradas se protegendo da chuva em universidade de Florianópolis – Foto: Redes Sociais/Divulgação/NDCapivaras são flagradas se protegendo da chuva em universidade de Florianópolis – Foto: Redes Sociais/Divulgação/ND

“Pela conversão dessas áreas próprias para ocupação pela espécie, pela drástica redução no número de predadores, que seriam apenas os grandes felinos, além de, é claro, da grande capacidade reprodutiva da espécie”, explica.

Segundo ele, uma eventual realocação poderia, inclusive, transferir o problema para outro local. “Por se tratar de um problema sistêmico, as soluções também são sistêmicas: maior preservação e recuperação das matas ciliares e, talvez por meio de políticas públicas, o manejo de habitats”, finaliza.