Na manhã desta sexta-feira (5), os bombeiros foram acionados para realizar o resgate de uma cobra-coral que invadiu uma residência, na Vargem Pequena, no Norte de Florianópolis.
O incidente ocorreu após uma ligação via 193, indicando a presença do réptil na casa.
Cobra-coral foi resgatada em manhã chuvosa em Florianópolis – Foto: CBMSC/Reprodução/NDAcredita-se que a cobra tenha buscado abrigo após a chuva forte que atingiu a região nos últimos dias.
SeguirA guarnição se deslocou até o local, onde encontrou a intrusa reptiliana. Depois do resgate, os bombeiros conduziram a cobra-coral para fora da residência.
A ação não se encerrou ali e o grupo garantiu que o animal retornasse ao seu habitat natural em uma área apropriada.
Cobra se escondeu em área coberta de casa no Norte da Ilha – Foto: CBMSC/Reprodução/NDO animal era peçonhento?
Pelas imagens e segundo informações da guarnição, não era possível identificar se a espécie se tratava de uma verdadeira ou falsa.
A coral-verdadeira (Micrurus sp.) possuí interesse médico no Estado, ou seja, possuí peçonha. Os acidentes com a gênero são comuns, especialmente entre animais e crianças devido a sua coloração.
Apesar de não serem consideradas agressivas, as verdadeiras têm hábitos diurnos, vivendo em tocas ou debaixo de folhagens, atacando apenas quando tocadas. Elas são responsáveis por menos de 1% dos acidentes ofídicos no Brasil.
Já a falsa coral, possuí hábitos noturnos e terrícolas. Uma das formas das suas formas de defesa é a capacidade de achatar seu corpo e enrolar a cauda, comportamento realizado também pela espécie verdadeira.
Diferenciando cobra-coral verdadeira de falsa
Identificar uma cobra-coral verdadeira de uma falsa pode ser crucial, pois algumas espécies não venenosas podem apresentar padrões semelhantes. Formas para distinguir são:
Cobra-coral verdadeira já foi encontrada no Centro de Florianópolis – Foto: CBMSC/Divulgação/ND- Padrão de cores: as cobras-corais verdadeiras geralmente têm anéis pretos, vermelhos e amarelos em sequência. A ordem típica é amarelo-preto-vermelho. Contudo, vale ressaltar que esse padrão pode variar entre as espécies.
- Cabeça e cauda: as verdadeiras cobras-corais têm cabeça arredondada, enquanto as falsas podem ter cabeças mais alongadas. Além disso, a cauda das cobras-corais verdadeiras é curta, enquanto nas falsas, a cauda pode ser mais longa.
- Pupilas: as cobras-corais verdadeiras possuem pupilas redondas, semelhantes às de um gato, enquanto muitas cobras não venenosas têm pupilas ovais.
Primeiros socorros
Em caso de acidentes envolvendo animais peçonhentos, o CIATox/SC (Centro de Informações e Assistência Toxicológica de Santa Catarina) é a fonte de apoio. O CIT (Centro de informações Toxicológicas) fica no HU/UFSC e atende 24 horas.
Caso ocorra de alguém ser picado, é importante que os procedimentos corretos sejam adotados, ou então a situação da vítima pode piorar.
É importante que os procedimentos corretos sejam adotados – Foto: CBMSC/Divulgação/NDO local do acidente deve ser lavado apenas com água e sabão. Caso a picada seja nas mãos ou pernas, o membro há de ser mantido em posição mais elevada que o corpo.
A recomendação é encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para receber o tratamento adequado.