Carregando uma cesta de roupas, Vanessa Fanfulla saiu pela porta de casa acompanhada de suas duas filhas pequenas. Uma cobra estava posicionada perto do local e, quando elas saíram, o réptil começou a se movimentar rapidamente. Elas aparecem assustadas nas gravações, mas ficaram bem.
Mulher passou momentos de tensão com o animal na porta de casa – Foto: Storyful/ReproduçãoA notícia sobre o vídeo foi publicada pelo jornal britânico Daily Mail, que informou tratar-se de uma cobra marrom. Como o conteúdo se tornou viral na internet, o ND+ conversou com especialistas para entender de onde vem a espécie e se ela existe no Brasil.
A cobra marrom australiana é uma das mais peçonhentas do mundo – Foto: David Clode/ Unsplash/ Divulgação/ NDOs biólogos Selvino Neckel e Anderson Rosa informaram que o nome científico do réptil é Pseudonaja textilis. Considerada uma das serpentes mais peçonhentas do mundo, seu tamanho médio é de um metro e meio, podendo chegar a dois metros.
SeguirSegundo os especialistas, a cobra possui coloração em vários tons de marrom. Sua alimentação é baseada em anfíbios, aves e mamíferos. Neckel e Rosa contam que, para se defender, esta espécie assume uma postura corporal em forma de S e efetua botes contra seus agressores.
Mum rescues daughters from venomous snake
Mum to the rescue! Vanessa Fanfulla was carrying a laundry basket from her Queensland home when she was forced to spring into action to protect her young girls from a venomous yellow-faced whip snake. ???READ MORE: https://trib.al/kuwcQCt ?: Wayne Loats via Storyful
Posted by Courier Mail on Monday, April 13, 2020
Onde a Cobra Marrom vive
O primeiro registro da cobra marrom aconteceu na Austrália em 1854. Além do país da Oceania, a serpente é encontrada em Papua Nova Guiné. Os biólogos explicaram que esses animais vivem em florestas com áreas abertas, matagais e na savana.
A cobra marrom é comum em áreas rurais modificadas com fins agrícolas, mas não existem no Brasil. Os especialistas esclarecem que todas as cobras desta espécie registradas no país vêm de tráfico de animais ou pertencem a plantéis de zoológicos.
Cobra em fuga
Sobre a cobra que aparece no vídeo, o biólogo Tobias Kunz explica que as serpentes caçam, principalmente, por receptores químicos. Portanto, elas utilizam o olfato e se deslocam lentamente até a presa, ou ficam à espreita.
“Aquela serpente estava claramente em fuga, pela velocidade. Ou seja, provavelmente já estava fugindo de outras pessoas ou predadores”, explica, sobre o vídeo publicado. Segundo o biólogo, a serpente não está interessada nas pessoas que aparecem na gravação.