O início de janeiro será marcado por temperaturas acima dos 30°C em Santa Catarina, conforme a previsão da Defesa Civil estadual. Por conta do aumento do calor em decorrência da chegada do verão, é necessário cuidados extras com os cães.
Cães com focinho achatado têm maior dificuldade em regular a temperatura corporal – Foto: Alvin Balemesa/Unsplash/NDA consultora em bem-estar e comportamento canino, Camili Chamone, afirma que animais com raças de focinho achatados, como pug, buldogues (francês e inglês), shitzu, lhasa apso e boxer, precisam de cuidado redobrado pois têm dificuldades em regular a temperatura do próprio corpo e podem fazer um quadro de hipertermia – aumento da temperatura do corpo – em poucos minutos.
“Os cães regulam a temperatura do corpo através da respiração. Eles respiram para eliminar ar quente de dentro do organismo e inspirar ar frio. Porém, dependendo do calor, isso é impossível, pois o ar externo já está muito quente e eles não conseguem resfriar seu próprio corpo”, detalha.
SeguirA consultora aponta que um dos primeiros sinais de alerta durante o calor é o animal ficar muito ofegante, com a língua para fora de forma intensa.
O quadro de hipertermia se agrava progressivamente quando a língua muda de cor, passando de rosa para tons arroxeados, exceto para animais das raças Chow Chow e Sharpei, pois a língua já é naturalmente desta cor. Em seguida, vem outros sintomas, como engasgo, vômito, diarreia e desmaio.
“Neste cenário, o peludo não consegue mais regular a temperatura do corpo sozinho, e seus órgãos literalmente passam a cozinhar por dentro”, alerta a consultora.
Veja dicas para proteger o seu cão no verão:
- Evite passeios entre 10h e 16h: O horário é considerado muito abafado e o asfalto pode até mesmo queimar as patas do cão. Uma alternativa são os passeios no início da manhã;
- Deixe a água sempre fresca, em potes: “O cachorro precisa submergir a língua na água para matar a sede; por isso a água é à vontade, em potes largos e de fácil acesso, jamais em bebedouros conta-gotas”, explica Camili Chamone.
- Evite tosas: O pelo é um isolante térmico do cão, tanto do frio como do calor;
- Atenção ao ambiente do animal: O ideal é sempre manter os animais em ambientes frescos, com sombra e ventilação;
- Caso o cão esteja muito ofegante, tire-o imediatamente de onde está e leve-o para um ambiente fresco. “Se necessário, molhe-o com água de mangueira, por exemplo – é uma forma artificial de diminuir a temperatura do corpo rapidamente”, exemplifica a consultora;
- Se o cão já estiver em um quadro de hipertermia, busque ajuda na clínica veterinária mais próxima.