A região do Vale do Itajaí é habitada por diferentes animais, entre eles, a cobra. Temida por uns e amada por outros, algumas serpentes podem ser venenosas e peçonhentas, outras não apresentam perigo e chegam a ser tratadas como animais domésticos. Em Santa Catarina, são encontradas 77 espécies de cobras, oito delas vivem no Bioparque Zoo Pomerode.
Conheça as espécies de cobras encontradas no Vale do Itajaí – Foto: Zoo Pomerode/Divulgação NDO Portal ND+ conversou com duas biólogas do Zoo, que explicaram sobre os diferentes tipos de serpentes encontradas na região. Jenifer Kroth e Priscila Maciel ainda informam as diferenças entre veneno e peçonha.
Atualmente, 24 cobras são encontradas no Bioparque, sendo elas a cobra-do-milho (Pantherophis guttatus), cobra-veadeiro (Coralus hortulanus), píton-bola (Python regius), píton-birmanesa (Python bivittatus), píton-carpet (Morelia spilota), salamanta (Epicrates cenchria), sucuri-amarela (Eunectes notaeus) e sucuri-verde (Eunectes murinus).
SeguirDiferença entre cobra venenosa e peçonhenta
De acordo com as biólogas, apesar de veneno e peçonha serem utilizados como sinônimos, há diferenças.
“O animal peçonhento produz substâncias tóxicas e apresenta estruturas para injetar essa peçonha na presa. As estruturas podem ser dentes, ferrões, quelíceras e espinhos. Já o animal venenoso, não apresenta essas estruturas para inoculação do veneno. Este é liberado apenas em situações em que o animal é mordido ou ‘apertado”.
Os exemplos mais conhecidos de cobras peçonhentas foram apontadas por elas como as jararacas, cobras-corais-verdadeiras e cascáveis. “Sucuri, jiboia, salamanta e píton são serpentes não peçonhentas”.
No Brasil, são descritas 412 espécies, destas, 163 espécies são encontradas exclusivamente no país. “Aqui no estado de Santa Catarina, as serpentes mais comuns de serem avistadas são as dormideiras, cobra-cipó, caninana, coral-falsa, coral-verdadeira, jararaca e jararacuçu”.