Crise climática: mais de 100 botos são encontrados mortos no Amazonas

Segundo estudos, botos e tucuxis estariam morrendo pelas altas temperaturas das águas

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Redação ND Criciúma

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Mais de 100 botos vermelhos e tucuxis apareceram mortos no lago Tefé, no Amazonas. As mortes aconteceram entre os dias 23 e 29 de setembro.

Segundo o instituto WWF Brasil (World Wide Fund for Nature), a  principal hipótese das mortes é a seca dos rios, que está acima dos padrões já registrados, além da alta temperatura da água, que tende a esquentar cada vez mais.

Crise climática é uma hipótese acerca das mortesComunidade também está sendo afetada – Foto: Miguel Monteiro/Instituto Mamirauá/Reprodução/ND

Pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá realizam o resgate dos animais que estão em poças rasas e de água quente, para transferi-los a lugares seguros.

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Junto ao instituto, equipes e voluntários com experiência em resgate de fauna estão ajudando, porém o difícil acesso à cidade faz com que a ação seja mais lenta do que o esperado.

“O transporte dos botos vivos para outros rios é perigoso, pois além da qualidade da água é preciso verificar se há toxinas ou vírus. Estamos mobilizando parceiros para coleta e análise e outras instituições que possuem expertise em resgate de animais”, ressalta André Coelho, funcionário do Instituto Mamirauá.

Conforme a especialista em conservação do WWF, Mariana Paschoalini Frias, estudos apontam que diversos fatores impactam diretamente nos botos.

“Eles sofrem diversas pressões, como impacto das hidrelétricas, contaminação por mercúrio, o conflito com humanos (pescadores e ribeirinhos) principalmente em atividades de pesca, que é considerada uma das mais graves ameaças atuais”.

Com todo o transtorno, pescadores e pessoas que dependem do rio também são diretamente afetados com a diminuição do nível da água, impactando a navegabilidade e, consequentemente, questões de logística e insegurança para a coleta e consumo de peixes.

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