O CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina) foi acionado para atender um resgate de um animal na tarde desta quinta-feira (10). Uma cutia entrou em uma loja anexa a uma serralheria na Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis.
Cutia é resgatada em loja de Florianópolis – Foto: CBMSC/Reprodução/NDAs informações preliminares indicavam a presença de uma capivara, mas ao chegar no local, a equipe dos bombeiros constatou que se tratava, na verdade, de uma cutia adulta, saudável.
A pequena criatura estava tranquilamente acomodada em um canto da loja, sem demonstrar qualquer comportamento agressivo.
SeguirCutia não demonstrou qualquer comportamento agressivo – Vídeo: CBMSC/Reprodução/ND
A guarnição fechou as portas para evitar fugas e, em seguida, atraiu o animal para dentro de um contentor. Notavelmente, a operação foi realizada sem o uso de laço ou outras ferramentas, visando não causar estresse desnecessário ao animal.
Com a pequena capturada, os bombeiros transportaram o animal até a área de soltura. A região escolhida é conhecida por abrigar outros animais da mesma espécie, proporcionando à cotia recém-resgatada a oportunidade de reintegrar-se ao seu ambiente natural.
Bombeiros fizeram a soltura da cutia em uma área propícia – Vídeo: CBMSC/Reprodução/ND
O que é a cutia?
As cutias, Dasyprocta, estão amplamente distribuídas na América Neotropical, sendo nove das onze espécies encontradas no Brasil. Com peso médio entre 3kg e 6kg e comprimento de aproximadamente 49 a
64 cm, esses animais de pequeno porte são conhecidos como forrageadores, dedicando a maior parte de seu tempo à busca de alimento.
Além de sua peculiaridade comportamental, as cotias desempenham um papel ecologicamente importante como dispersoras de sementes, contribuindo para a diversidade das árvores na floresta. Seu olfato apurado não apenas auxilia na busca por alimentos, mas também desempenha um papel crucial na comunicação entre os indivíduos, por meio de secreções deixadas no ambiente.
Cutias podem entrar para a lista de espécies em extinção – Foto: Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação/NDInfelizmente, esses roedores enfrentam riscos significativos de entrar para a lista de espécies ameaçadas de extinção, principalmente devido à perda de habitat causada pela fragmentação da Mata Atlântica. O processo impacta diretamente seu hábito de forrageio, que requer extensas áreas florestais.