De axolote a lhama: veja 10 animais exóticos atendidos por veterinária de Florianópolis

Dos dez, oito são de estimação; atendimentos foram feitos pela médica veterinária, Priscila Müller

Lidiane Pagliosa Florianópolis

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Alguns catarinenses ousaram no quesito animais de estimação e saíram do tradicional cachorro e gato. A médica veterinária de Florianópolis, Priscila Müller- que atende animais exóticos e silvestre –  listou os animais mais exóticos que ela já atendeu.  A lista, que conta com 10 animais, tem de cavalo-marinho, mini porco, axolote e até lhama.  Oito deles são animais de estimação.

De 10 animais listados, oito são de estimação – na imagem um Leopard Gecko, atendido pela médica veterinária – Foto: Priscila Müller/Divulgação/NDDe 10 animais listados, oito são de estimação – na imagem um Leopard Gecko, atendido pela médica veterinária – Foto: Priscila Müller/Divulgação/ND

Entre os listados, o mais exótico que Priscila atendeu foi um cavalo-marinho, que pertence a uma universidade. Segundo a profissional, ele precisou de atendimento devido a um nódulo que apresentava na região dorsal da coluna, como uma formação de um cisto. “Fizemos um ultrassom dele para verificar se havia vascularização nesse nódulo, e então descartar a possibilidade de neoplasia [tumor]”, conta.

A veterinária explica que os cavalos-marinhos são peixes que requerem cuidados específicos. “Possuem uma sensibilidade muito grande em relação a temperatura e pureza da água. Não são animais que possam ser comercializados devido ao risco de extinção da espécie”, destaca.

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Veja a lista dos 10 animais mais exóticos atendidos pela veterinária:

  • 1 de 10
    1 - Cavalo-marinho precisou de atendimento devido a um nódulo que apresentava na região dorsal da coluna, como uma formação de um cisto - Priscila Müller/Divulgação/ND
    1 - Cavalo-marinho precisou de atendimento devido a um nódulo que apresentava na região dorsal da coluna, como uma formação de um cisto - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 2 de 10
    2 - Axolote, que é um anfíbio, passou por ultrassom de rotina - Priscila Müller/Divulgação/ND
    2 - Axolote, que é um anfíbio, passou por ultrassom de rotina - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 3 de 10
    3 - Raia-manteiga, que pertence a um aquário de Balneário Camboriú, passou por ultrassom gestacional para confirmar a prenhez e a viabilidade dos filhotes - Priscila Müller/Divulgação/ND
    3 - Raia-manteiga, que pertence a um aquário de Balneário Camboriú, passou por ultrassom gestacional para confirmar a prenhez e a viabilidade dos filhotes - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 4 de 10
    4- Lhamas passaram por atendimento em uma propriedade, na ocasião foi feito avaliação dos animais e orientações de manejo. - Priscila Müller/Divulgação/ND
    4- Lhamas passaram por atendimento em uma propriedade, na ocasião foi feito avaliação dos animais e orientações de manejo. - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 5 de 10
    5 - Camaleão precisou de atendimento, segundo a veterinária, pois apresentava alterações de coloração devido a uma bactéria presente nas escamas. - Priscila Müller/Divulgação/ND
    5 - Camaleão precisou de atendimento, segundo a veterinária, pois apresentava alterações de coloração devido a uma bactéria presente nas escamas. - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 6 de 10
    6 - Mini porco passou por consulta de rotina e orientação - Priscila Müller/Divulgação/ND
    6 - Mini porco passou por consulta de rotina e orientação - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 7 de 10
    7 – Ferret, também conhecido como furão doméstico, passou por consultas de rotinas - Priscila Müller/Divulgação/ND
    7 – Ferret, também conhecido como furão doméstico, passou por consultas de rotinas - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 8 de 10
    8 - Hedgehog, ou ouriço como também é conhecido, estava com Infecção uterina e foi atendido pela médica veterinária - Priscila Müller/Divulgação/ND
    8 - Hedgehog, ou ouriço como também é conhecido, estava com Infecção uterina e foi atendido pela médica veterinária - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 9 de 10
    9 - Leopard Gecko, conhecido popularmente como lagartixa-leopardo, apresentava impactação intestinal, que segundo a médica veterinária, era decorrente de manejo inadequado. - Priscila Müller/Divulgação/ND
    9 - Leopard Gecko, conhecido popularmente como lagartixa-leopardo, apresentava impactação intestinal, que segundo a médica veterinária, era decorrente de manejo inadequado. - Priscila Müller/Divulgação/ND
  • 10 de 10
    10 - Um sagüi também recebeu os cuidados de Priscila - Priscila Müller/Divulgação/ND
    10 - Um sagüi também recebeu os cuidados de Priscila - Priscila Müller/Divulgação/ND

Cuidados

A veterinária ressalta que todos os animais demandam cuidados específicos, de acordo com cada espécies.

“Os répteis precisam de um controle de temperatura e umidade, isso variando com o habitat de que eles são oriundos. Mas de um modo geral é extremamente importante conhecer a biologia desses animais antes de adquirir qualquer um. Um manejo adequado, tanto ambiental como alimentar, previne uma série de doenças”, orienta.

Entre os 10 pets listados, apenas dois não são de estimação: o cavalo marinho que pertence a uma universidade e a raia que é de um aquário de Balneário Camboriú.

Alguns dos tutores são da região, mas há de outras cidades também, como Garopaba, Criciúma, Itajaí e Brusque.

Trabalho com animais exóticos e silvestres

Para Priscila o trabalho do médico veterinário de animais silvestres e exóticos vai além dos cuidados deles como animais de estimação, mas também é fundamental para a conservação de espécies, principalmente as ameaçadas de extinção.

“Cuidados sanitários, acompanhamentos de saúde, desenvolvimento dos animais, procriação dos mesmos em cativeiro, etc. Tudo isso acaba influenciando na preservação da fauna nativa, e evitando introdução de animais de faunas exóticas para que não ocorra competição entre eles na natureza. Então não somos somente fundamentais para a saúde e preservação desses animais, como também na educação ambiental e conscientização dos humanos para com os animais”, avalia.

Fatos curiosos

Ao longo do tempo atuando como veterinária de animais exóticos e silvestres, Priscila conta que já ocorreram alguns fatos curiosos.

“Uma vez uma cliente ligou falando que tinha resgatado um rato da rua e que queria fazer um teste para saber se o animal era portador de leptospirose”, relembra.

A veterinária recorda ainda de outro fato inusitado. “Outra foi uma pessoa que encontrou um morcego no chão e levou para que eu pudesse cuidar dele. São coisas incomuns, mas que podem acontecer na nossa rotina”, destaca.

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