Santa Catarina registrou na semana passada uma série de fatos inusitados envolvendo cobras. Houve desde o registro da serpente mais venenosa do Brasil se refrescando em uma piscina em Florianópolis até de uma cobra que acabou com o jantar de uma família de Witmarsum, no Alto Vale do Itajaí.
Cobra sendo retirada da piscina – Foto: Arquivo Pessoal/NDA lista ainda não para por aí. No Sul do Estado, em Laguna, uma cobra também deu um susto nos moradores ao sair do nada de um bueiro usado para escoar a água.
Cobra foi vista em Laguna, segundo moradores – Foto: Reprodução/NDEm Joinville, no Norte de Santa Catarina, uma serpente gigante também causou pânico em moradores e turistas, após atravessar a via de acesso ao mirante tranquilamente.
SeguirCobra mortal em piscina
Entretanto, o destaque da semana foi para a cobra coral encontrada na terça-feira (19) em uma piscina de Florianópolis. A espécie tem um dos venenos mais potentes no Brasil.
Cobra foi retirada da piscina ainda na terça-feira – Foto: Arquivo Pessoal/NDEla foi achada pelo cachorro da família, por volta das 10h30. O vira-lata Paçoca começou a latir e não parava. “Quando desci, vi a cobra na piscina. Ela tentava sair da piscina e não conseguia”, lembra Eva Adriana Dias, que é a responsável pela faxina da casa.
A Micrurus corallinus tem um veneno tem baixo peso molecular (não é pesado). Por isso, costuma se espalhar rapidamente e atua no sistema nervoso, explica o biólogo Christian Raboch, especialista em serpentes e funcionário da Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente). É por isso que ela é considerada a mais venenosa.
Segundo Raboch, seria arriscado se o cachorro mordesse a cobra. Apesar de ter um veneno perigoso, a espécie não costuma dar o bote – diferente da Jararaca, por exemplo. Ataques só ocorrem quando a espécie é atacada, como quando alguém pisa ou morde ela. “Senão ela tenta fugir”, ressalta o pesquisador.
“O veneno pode levar à morte, mas é raro hoje em dia as pessoas morrerem por conta de acidente. Os hospitais tem soro. Em caso de acidente, é necessário lavar com água e sabão e depois ir ao hospital”, explica o biólogo.
Ajuda
Ao ver a serpente, a orientação é prender animais domésticos e entrar em contato com o órgão da cidade para fazer o resgate: como os bombeiros, Polícia Militar Ambiental, ou outra entidade, dependendo do município.
As corais verdadeiras costumam ser encaminhadas para o Instituto Butantan, onde o veneno é utilizado para a produção de soro. “As pessoas costumam matá-la. Não é necessário, além de crime ambiental”, diz Raboch.