Cientistas australianos descobriram um dos mamíferos mais raros do mundo morando no alto das montanhas do Himalaia. O esquilo mede mais de um metro de comprimento, pesa 2,5 kg e é conhecida dos cientistas há mais de 130 anos. Contudo, pensava-se que era uma espécie única vivendo, sobretudo, nos vales remotos do Paquistão.
Duas novas espécies de esquilo peludo voador gigante foram descobertas – Foto: Daily Mail/Reprodução/NDAgora, pesquisadores da Austrália e da China demonstraram que duas espécies relacionadas de esquilos peludos gigantes e voadores, podem ser encontradas na Índia e na China. As informações são do Daily Mail.
Liderada pelo cientista-chefe do Museu Australiano, professora Kristofer Helgen and pelo pesquisador associado Stephen Jackson, a descoberta foi publicada nesta segunda-feira (31) na revista “Zoological Journal of the Linnean Society”.
SeguirA partir de espécimes de esquilos peludos gigantes e voadores disponíveis de expedições em campo, a equipe de pesquisadores confirmaram que essa espécie gigante e peluda de esquilos formaram três populações diferentes de espécies, duas das quais foram descritas como novas espécies.
Essas novas espécies foram nomeadas como Esquilo voador peludo tibetano (Eupetaurus tibetensis) e Esquilo voador peludo Yunnan (Eupetaurus nivamons).
Professora Helgen diz que pesquisas comparativas em coleções de museus, ao lado de trabalhos em campo, costumam levar zoologistas a descobertas de espécies inéditas à ciência, mesmo novos mamíferos. Mas mesmo o professor Helgen foi surpreendido pelas últimas descobertas.
“Estes são um dos maiores esquilos do mundo, então, é bem surpreendente que somente no ano de 2021 eles tenham recebido o seus nomes científicos.”
“As novas duas espécies são lindas. Esquilos de pelo macio, que são geneticamente e anatomicamente muito diferentes de todos os outros esquilos. E eles moram no topo do mundo – nos Himalaias e no topo do Tibete”, disse.
Conforme o doutor Jackson, os esquilos moram em altitudes que chegam a 4.800 metros (ou mais da metade da altura do Monte Everest), em áreas inabitadas pelo ser humano, e são alguns dos animais menos conhecidos do mundo, sendo que pouquíssimas pessoas tiveram a oportunidade de vê-los.