Cobras-de-vidro são resgatadas em obra na BR-163, em Dionísio Cerqueira; conheça a espécie

Espécie rara de lagarto, cobras-de-Vidro foram encontradas por agentes do DNIT durante obra de restauração; biólogo explica se animal é perigoso

Marina Folle Schielke Chapecó

Receba as principais notícias no WhatsApp

Agentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) resgataram duas cobras-de-vidro durante as obras de restauração e adequação da BR-163-SC, em Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste de Santa Catarina.

  • 1 de 3
    Duas Cobras-de-Vidro foram encontradas durante obra na BR-163 - DNIT/Reprodução/ND
    Duas Cobras-de-Vidro foram encontradas durante obra na BR-163 - DNIT/Reprodução/ND
  • 2 de 3
    Apesar de se chamar Cobra-de-Vidro, os animais são lagartos - DNIT / Reprodução/ND
    Apesar de se chamar Cobra-de-Vidro, os animais são lagartos - DNIT / Reprodução/ND
  • 3 de 3
    Ao se sentirem ameaçadas, a Cobra-de-Vidro deixa para trás parte do corpo. - DNIT/Reprodução/ND
    Ao se sentirem ameaçadas, a Cobra-de-Vidro deixa para trás parte do corpo. - DNIT/Reprodução/ND

Durante a obra, que conta com biólogos e técnicos em meio ambiente para garantir a segurança dos animais, os agentes encontraram dois animais conhecidos como cobras-de-vidro.

O doutor em biologia Jackson Preuss explicou que, embora tenha esse nome, o animal trata-se da espécie Ophiodes Fragilis, da família dos lagartos.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“Esse animal, por mais que ele pareça uma cobra, ele é um lagarto com corpo serpentiforme, ou seja, ele possui membros vestigiais muito pequenos na parte posterior do corpo. Na parte anterior do corpo, esse lagarto não possui membros e por esse motivo ele tem característica de uma cobra,” explica.

Segundo Preuss, esses animais não são peçonhentos, ou seja, venenosos e não causam riscos para os seres-humanos.

Entenda porque é chamado de cobra-de-vidro

Além de possuir um corpo que é muito similar ao de uma cobra, a espécie possui características que a assemelham aos lagartos, como a capacidade de deixar uma parte do corpo para trás.

Jackson Preuss explica que, ao se sentirem ameaçados, os animais soltam um pedaço do corpo. O objetivo é despistar o predador.

“Ele é chamado de cobra-de-vidro porque quando se sente ameaçado, solta um pedaço do corpo e parece que quebra. Isso faz com que a atenção do predador fique focada neste pedaço que ficou solto e ele tenha uma maior chance de fugir,” relata.

As cobras-de-vidro não são perigosas, mas é preciso ficar atento

Como aconteceu durante a obra do DNIT, se uma cobra-de-vidro for vista na rua ou, até mesmo, no quintal da sua casa, o ideal é deixá-la onde está, ou, se estiver colocando alguém em perigo, chamar um órgão ambiental capacitado para remover o animal.

O biólogo reforça que o correto é não mexer com o animal e permitir que ele siga o caminho dele sem interrupções.

“Se o animal está em um local seguro, que ele não coloca em risco a pessoa ou ele próprio, o ideal é manter uma distância segura e esperar que o animal tome seu rumo em direção à natureza”, orienta.

Tópicos relacionados