Na tragédia que abateu o Rio Grande do Sul com as enchentes, registros de jacarés nas ruas alagadas criaram preocupação e medo nas redes sociais. Contudo, a situação é reflexo do drama vivido.
O biólogo Henrique Abrahão Charles, em seu canal no YouTube, explica a situação e alerta para outra preocupação em relação a animais peçonhentos afetados.
– Esses jacarés que foram vistos ali, eles já existiam ali. Não tem risco nenhum para a população. As espécies que ali residem, eles são, assim, medrosos. Eles fogem do ser humano. Eles estão sendo apenas compelidos a se deslocar dos locais onde estavam por conta da chuva. Então eles vão ocupando outros locais. Quando está tudo inundado, um centro urbano inundado, não vai ser improvável que um jacaré desse, que possivelmente estava vivendo em um rio poluído próximo, um famoso valão, esgoto, que você não via, agora vem à tona, mas, não existe perigo com esse jacaré. Claro, você não vai colocar a mão em um bicho que tem boca desse tamanho – iniciou.
Seguir– Porém, outros problemas podem acontecer. Eu lembro aqui sobre a possibilidade de aumentar o incidente de acidentes com animais peçonhentos. Então, cobras, aranhas, escorpiões, eles podem acabar se deslocando e indo justamente para locais que estão mais secos e é justamente onde as pessoas estão se concentrando. Então acidentes com animais peçonhentos podem acabar se ampliando por conta das enchentes do Rio Grande do Sul – acrescentou.
Rio Grande do Sul sofre com alagamentos – Foto: Reprodução Internet