Lagarta-cachorro, lagarta-gatinho e até lagarta-lobo. Estes são alguns dos apelidos desta espécie de lagarta, da família Megalopygida, típico de Santa Catarina. À primeira vista, eles podem ter uma aparência “fofa”, mas o biólogo Jackson Preuss, de 33 anos, explica que estas lagartas – ou taturanas – podem ser perigosas.
Lagarta-cachorro é encontrada em todo Estado catarinense e em temperaturas mais altas – Foto: Reprodução InternetEle explica que o aspecto de “pelos de cachorro”, na verdade, são cerdas, que liberam uma substância tóxica ao entrar em contato com a pele humana.
“Quando tocadas, as cerdas tem uma glândula de veneno que produz uma sensação de queimadura e de ardência. A reação varia muito de pessoa para pessoa, algumas têm reação mais forte e outras mais fracos. No geral, a sensação é de queimadura”, explica o biólogo.
SeguirPor ter um visual “fofo”, a maior vítima são as crianças.
“Por este aspecto mais fofinho por pelos, chamam atenção das crianças, que acham que os animais podem ser manuseados”.
Jackson afirma que esta fase larval dura cerca de 80 dias e que, após o período, a lagarta poderá se transformar em borboleta.
“Os pelos são do período em que ele está em fase larval, provavelmente em uma fase posterior, esta lagarta vai procurar um local adequado, construir um casulo e se transformar em uma borboleta”, comenta o biólogo.
Jackson afirma que a fase larvar, quando a lagarta tem os cerdos, pode durar até 80 dias – Foto: Reprodução InternetO animal é encontrado em todo estado catarinense e, principalmente, em locais com temperaturas altas, como acontece durante o verão.
“É uma lagarta muito frequente neste período de temperaturas mais altas, comum no estado todo de Santa Catarina”.
O biólogo explica que passo a passo para quem encostar no animal. Ele destaca que não há registro de mortes por este animais.
“A pessoa pode fazer compressas com água gelada, vai amenizar os efeitos da substância tóxicas na pele, e em situações mais fortes, pode-se buscar o atendimento médico”, finaliza Jackson.