Fóssil de 237 milhões de anos descoberto no Brasil pode desvendar como surgiram os dinossauros

Cientistas brasileiros confirmaram que o fóssil de réptil se trata de um dos mais antigos do mundo, tendo vivido há cerca de 237 milhões de anos

Foto de Lucas Rodrigues

Lucas Rodrigues Blumenau

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Cientistas brasileiros anunciaram uma descoberta impressionante durante expedição no Rio Grande do Sul. Os pesquisadores encontraram um fóssil de réptil, considerado um dos mais antigos do mundo, tendo vivido há cerca de 237 milhões de anos.

Segundo a comunidade científica, esse fóssil de réptil poderia ajudar a explicar o aparecimento dos dinossauros em nosso planeta.

Espécie de réptil chamada de Gondwanax paraisensis Fóssil de réptil que teria vivido há cerca de 237 milhões foi descoberto no Rio Grande do Sul – Foto: Internet/Reprodução/ND

Chamada de Gondwanax paraisensis, esta espécie de réptil quadrúpede tinha aproximadamente o tamanho de um cachorro pequeno, com cauda longa. Tinha cerca de 1 metro de comprimento e pesava entre 3 e 6 quilos, informaram os cientistas em comunicado nesta segunda-feira (14).

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Segundo o portal El Economista, o fóssil de réptil foi identificado como um novo silesaurídeo, um grupo extinto de répteis. Os paleontólogos debatem se esse grupo pode ser considerado verdadeiros dinossauros ou, até mesmo, um precursor das criaturas que já dominaram a Terra.

Fóssil de réptil foi encontrado no Brasil

Desenterrado em uma camada de rocha pertencente ao período Triássico, entre 252 milhões e 201 milhões de anos atrás, o fóssil de Gondwanax paraisensis viveu na época em que surgiram os dinossauros – assim como os mamíferos, crocodilos, tartarugas e sapos.

O médico Pedro Lucas Porcela Aurélio encontrou o fóssil na cidade de Paraíso do Sul, no estado do Rio Grande do Sul, em 2014. Ele doou para uma universidade local em 2021, dando início aos três anos de pesquisa.

A descoberta é detalhada em artigo do paleontólogo Rodrigo Temp Müller, tendo sido publicado no fim do mês de setembro na revista científica Gondwana Research.

“Compreender as características desses precursores pode lançar luz sobre o que foi crucial para o sucesso evolutivo dos dinossauros”, comentou o paleontólogo em comunicado divulgado na revista científica Science Direct.

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