Mais uma cobra coral foi resgatada em Santa Catarina, só que desta vez no centro da cidade de Ibirama, no Vale do Itajaí. Por volta das 8h15 dessa segunda-feira (1º), os socorristas foram acionados por uma mulher que passava pela rua e avistou o animal de 60 cm.
Socorristas capturam cobra na calçada de uma casa no centro de Ibirama-SC – Foto: Corpo de Bombeiros Voluntários de Ibirama | DivulgaçãoA cobra foi solta em seu habitat natural, e os voluntários não souberam informar se o réptil é uma coral verdadeira.
Na última sexta-feira (29), uma cobra coral também foi encontrada na garagem de um morador da cidade de Vitor Meireles. Conforme informações da equipe de voluntários do Corpo de Bombeiros, o animal media 45 centímetros e foi solto em uma região de mata.
SeguirComportamento natural
Segundo as biólogas Sabrina Lenoir e Nathalia Berolatti, identificar se uma cobra coral é verdadeira ou falsa não é tão simples. A maneira mais segura é através da dentição, mas o procedimento de identificação só pode ser feito por especialistas.
“As cobras corais são, de maneira geral, animais de pequeno porte e pouco agressivas, além de terem presas inoculadoras anteriores e pequenas, o que dificulta a injeção de peçonha”, explicam.
No entanto, elas esclarecem que os acidentes envolvendo estes animais ocorrem devido ao manuseio inadequado e imprudente. Além disso, o envenenamento humano causado por cobras corais é relativamente raro devido ao seu hábito semi-fossorial (vivem entre a primeira camada do solo e de folhas) e comportamento não agressivo.
Apesar da baixa incidência, os acidentes, quando ocorrem, costumam ser graves, já que a coral é a espécie mais venenosa do Brasil.
A orientação das biólogas caso a cobra seja avistada é manter distância segura, não tentar pegá-la ou ter qualquer tipo de interação e ligar para o Corpo de Bombeiros (193) ou para a Polícia Ambiental do município (190).
O que fazer em caso de acidente com animal peçonhento
– Lave o local da picada com água e sabão. Não use nenhum outro tipo de substância;
– Chame socorro imediatamente ou, se não houver serviço de resgate no local, leve a pessoa até o atendimento médico o mais rápido possível;
– Mantenha o paciente deitado e calmo;
– Se possível, tire uma foto do animal para identificação.
O que não fazer em caso de acidente com animal peçonhento
– Torniquete, pois além de não impedir a circulação do veneno ainda aumenta o risco de necrose na região;
– Fazer cortes ou furos no local da picada para drenar o veneno, assim como tentar sugar o veneno.