Uma ave conhecida como Albatroz-de-sobrancelha-preta, ou Thalassarche melanophris, em nome científico, foi devolvida à natureza nesta quarta-feira (18), na Barra da Lagoa, em Florianópolis.
O animal foi resgatado em 21 de julho, próximo ao município de Biguaçu, pelo Instituto Australis, durante monitoramento realizado na Baía Norte da região da Grande Florianópolis. Ao recolher a ave, a equipe acionou o grupo R3 Animal, que cuidou do tratamento até a soltura do pássaro.
Os veterinários da equipe puderam observar que o animal estava com uma enoftalmia, ou seja, um aprofundamento do globo ocular, além de não possuir reflexos ao estímulo visual.
Ele também apresentava problemas de respiração, piolhos, problemas de pele e muito estresse. No entanto, o animal ainda se alimentava bem, de acordo com a veterinária Marzia Antonelli.
O R3 ainda informou que, após análise, foi constatado que a lesão no olho direito é antiga. O olho está cicatrizado, e o albatroz reage bem aos estímulos visuais quando lhe é oferecido peixe. “O estímulo serve para simular a pesca de uma presa viva e em movimento. O albatroz teve um desempenho excelente em todos os testes que fizemos”, explica Marzia.
O Albatroz-de-sobrancelha-preta
O ‘Albatroz’ possui hábitos oceânicos, mas procuram estar em terra firme quando desejam casalar ou alimentar os filhotes. Eles também medem entre 83 e 93 centímetros de comprimento. A média de envergadura fica na casa dos 2,4 metros.
Com olhos castanhos, o bico varia do bege-acinzentado com a ponta preta (imaturos e juvenis) e vai clareando até chegar ao amarelo-alaranjado com a ponta avermelhada (adultos).
Costumam seguir e interagir com barcos pesqueiros em busca de alimento, e acabam capturados, sem querer, quando tentam se alimentar de iscas durante a pesca de espinhel. Sua alimentação é composta, basicamente, de lulas, sardinhas e krills (animais invertebrados da família dos camarões).