FOTOS: Filhote de tamanduá-bandeira passa por reabilitação no Zoo Pomerode

O pequenino passa por adaptação em novo habitat e público poderá assistir a fofura se alimentar aos fins de semana

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Redação ND Blumenau

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O “fofurômetro” explodiu no Zoológico de Pomerode, no Vale do Itajaí. Nascido em novembro de 2022, o pequeno filhote de tamanduá-bandeira conquistou o coração da equipe do Bioparque da instituição.

O pequenino passa por adaptação em novo habitat e público pode assistir a fofura se alimentar aos fins de semana – Foto: Zoo Pomerode/Reprodução/NDO pequenino passa por adaptação em novo habitat e público pode assistir a fofura se alimentar aos fins de semana – Foto: Zoo Pomerode/Reprodução/ND

Ameaçado de extinção, o fofo animalzinho é o segundo a nascer no Zoo e conta com uma rotina de cuidados intensa. “Como a mãe não demonstrou cuidados com o filhote, tomamos a decisão técnica de realizar o acolhimento. Nas primeiras semanas o filhote necessitava receber cuidados constantes, como ser alimentado a cada duas horas, inclusive durante a noite”, explica a bióloga educadora, Jenifer Kroth.

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    Ameaçado de extinção, filhote de tamanduá-bandeira recebe cuidados no Bioparque Zoo Pomerode - Zoo Pomerode/Reprodução/ND
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    Ameaçado de extinção, filhote de tamanduá-bandeira recebe cuidados no Bioparque Zoo Pomerode - Zoo Pomerode/Reprodução/ND
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    Ameaçado de extinção, filhote de tamanduá-bandeira recebe cuidados no Bioparque Zoo Pomerode - Zoo Pomerode/Reprodução/ND
    Ameaçado de extinção, filhote de tamanduá-bandeira recebe cuidados no Bioparque Zoo Pomerode - Zoo Pomerode/Reprodução/ND

Segundo a bióloga, o filhote de tamanduá-bandeira passou os três primeiros meses de vida na clínica veterinária, recebendo atenção integral, mas agora passa por adaptação em novo habitat do Bioparque e, durante o mês de fevereiro, o público poderá assistir o seu tratamento.

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Para garantir o bem-estar do filhotinho, a área é cercada para que o público assista ao tratamento com distância, e também é exigido silêncio dos participantes. “O habitat é forrado com uma fralda e palha, itens que o filhote já está acostumado. A expectativa é que dentro de seis meses ele atinja uma maturidade para que possa começar uma apresentação ao seu ambiente definitivo”, acrescenta.

A bióloga conta que a alimentação é parte importante para garantir o desenvolvimento do animal. Por isso, a equipe prepara uma mamadeira com leite em pó específico para filhotes da espécie. “A mamadeira é ofertada de forma a manter sempre o alimento erguido um pouco acima da sua cabeça, para que ele não se alimente deitado”, esclarece.

Adaptação no habitat

Para que o tamanduá-bandeira seja introduzido em um recinto com animais da sua espécie, é necessário realizar um processo em etapas, já que ele não chegou a viver entre os outros animais da sua espécie.

“É um processo gradual e inicialmente observaremos o seu comportamento com os outros indivíduos”. Jenifer explica que, na natureza, o tamanduá-bandeira precisa caçar o seu alimento, ir em busca de formigueiros e cupinzeiros. “Ele possui um olfato desenvolvido, que lhe permite encontrar cupinzeiros. Ele cava a terra com suas fortes garras, coloca o focinho no buraco e sua língua pegajosa captura os insetos”, conta Jenifer.

Espécie ameaçada de extinção

O tamanduá-bandeira é classificado como vulnerável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

“Muitos animais do Bioparque são de resgate e a espécie tamanduá-bandeira, infelizmente sofre com ações antrópicas, como a caça, o atropelamento em estradas e os incêndios florestais sendo as principais causas da perda populacional da espécie”, reforça a bióloga educadora, Jenifer Kroth.

Por isso, os animais dessa espécie que são abrigados no Bioparque Zoo Pomerode integram o programa de conservação do tamanduá-bandeira, um esforço dos zoológicos em prol da preservação desta espécie. Há mais de 90 anos o Bioparque Zoo Pomerode realiza ações em prol do atendimento e acolhimento de animais ameaçados.

Ao todo, o local conta com seis tamanduás-bandeiras, que precisaram de abrigo definitivo já que não puderam retornar ao habitat após o tratamento, por não adaptação ou por sofrerem alguma situação que os deixaria expostos na vida selvagem.

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