FOTOS: Gigante do mar raríssimo encalha em praia de Itapoá

Tartaruga-de-couro, espécie rara, foi flagrada ainda com vida em Itapoá; equipe do Projeto de Monitoramento de Praias Univille fez o resgate

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Uma gigante do mar que impressiona pelo tamanho e raridade da espécie. Na última sexta-feira (22), uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) foi encontrada com vida em praia de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina. (VEJA FOTOS ABAIXO)

O caso raríssimo é o 1º registro desta espécie encalhada viva na abrangência Projeto de Monitoramento de Praias (PMP/ BS Univille – Trecho 5PMP-BS Área SC/PR).

O animal, ameaçado de extinção, é uma fêmea medindo 1.95m, com aproximadamente 250 kg. Foi encontrada por populares, que acionaram o PMP-BS/Univille.

Uma equipe foi até o local e o primeiro atendimento indicou que a tartaruga estava magra, bastante debilitada, apresentava um ferimento no olho esquerdo, cicatrizes na cabeça e uma lesão na nadadeira posterior direita (possível mordida de tubarão).

As escoriações na cabeça e plastrão (casco), sugerem, segundo os biólogos, que o animal possa ter interagido com artefatos de pesca e possivelmente afogado.

Levando em consideração o tamanho do animal, optou-se por conduzir a tartaruga para o Centro de Reabilitação do PMP-BS/UFPR, em Pontal do Paraná (PR), onde há mais estrutura junto ao sistema de suporte a vida para garantir atendimento e reabilitação a estes animais.  Para o transporte, foi preciso um grande maquinário e parcerias, como o da Secretaria de Meio Ambiente de Itapoá e Clínica Veterinária São Benedito.

“Mesmo com todos os esforços, na madrugada de sábado (23), a tartaruga-de-couro morreu. Casos como esse são uma rica oportunidade de aprendizado”, explicaram os biólogos do Projeto.

VEJA FOTOS E DESCUBRA CARACTERÍSTICAS E CURIOSIDADES SOBRE ESSA ESPÉCIE DE TARTARUGA:

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    A tartaruga-de-couro é um animal oceânico que vive em grandes profundezas. Ela não costuma se aproximar da costa, com exceção do período de desova. No Brasil, a Dermochelys Coriacea, nome científico da espécie, desova nas praias mais ao Norte, comumente no estado do estado Espírito Santo. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
    A tartaruga-de-couro é um animal oceânico que vive em grandes profundezas. Ela não costuma se aproximar da costa, com exceção do período de desova. No Brasil, a Dermochelys Coriacea, nome científico da espécie, desova nas praias mais ao Norte, comumente no estado do estado Espírito Santo. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
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    Sua procriação ocorre por meio da postura de ovos na areia da praia: aproximadamente 360 a 600 ovos por temporada reprodutiva. Os filhotes eclodem e chegam sozinhos ao mar. Elas se reproduzem a cada dois ou três anos. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
    Sua procriação ocorre por meio da postura de ovos na areia da praia: aproximadamente 360 a 600 ovos por temporada reprodutiva. Os filhotes eclodem e chegam sozinhos ao mar. Elas se reproduzem a cada dois ou três anos. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
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    Devido ao seu tamanho (pode chegar a 2 metros de comprimento e pesar 500kg) também é chamada de tartaruga-gigante. É um animal ameaçado de extinção, sendo classificado como vulnerável pela IUCN.- Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
    Devido ao seu tamanho (pode chegar a 2 metros de comprimento e pesar 500kg) também é chamada de tartaruga-gigante. É um animal ameaçado de extinção, sendo classificado como vulnerável pela IUCN.- Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
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    Uma curiosidade é que a tartaruga-de-couro é o único membro da família Dermochelyidae. Sua carapaça é mais macia e possuem quilhas, diferente das demais espécies que possuem casco bem duro e geralmente arredondado. A dieta é composta por zooplâncton gelatinoso, como águas-vivas e tunicados. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
    Uma curiosidade é que a tartaruga-de-couro é o único membro da família Dermochelyidae. Sua carapaça é mais macia e possuem quilhas, diferente das demais espécies que possuem casco bem duro e geralmente arredondado. A dieta é composta por zooplâncton gelatinoso, como águas-vivas e tunicados. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
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    Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
    Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
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    Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
    Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
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    Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
    Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
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    O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. É realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. A Univille monitora o Trecho 05, compreendido entre Araquari a Itapoá. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
    O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. É realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. A Univille monitora o Trecho 05, compreendido entre Araquari a Itapoá. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5/Divulgação ND
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    Se você encontrar um animal marinho vivo ou morto nas praias da região Norte de Santa Catarina ligue para Univille 0800-642-3341 (47) 3471-3816 ou (47) 99212-9218. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5
    Se você encontrar um animal marinho vivo ou morto nas praias da região Norte de Santa Catarina ligue para Univille 0800-642-3341 (47) 3471-3816 ou (47) 99212-9218. – Foto: Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5

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