A primeira semana de novembro iniciou com muita fofura no Parque Ramiro Ruediger, em Blumenau, no Vale do Itajaí. O motivo foi a chegada dos filhotes de uma “mamãe quero-quero” que fez ninho no local, na última quinta-feira (4).
A mamãe, que encantou os colaboradores do parque por ter acolhido o local como ninho para os seus bebês, havia chocado quatro ovos.
Segundo a administração da Vila Germânica, a ideia agora é acompanhar a nova família. A gestão do parque acredita que os novos integrantes não devem ficar por muito tempo no local após o nascimento.
SeguirQuero- quero ataca pessoas?
O quero-quero é uma das aves mais populares do Brasil. Presente em todo o país, ele habita em áreas abertas com vegetação rasteira, pode ser visto em pastagens, estradas rurais, gramados de campo de futebol, canteiros de avenida e parques urbanos.
Por ser uma ave conhecida nos campos gaúchos, na década de 1980, foi instituída com a “Ave símbolo do Rio Grande do Sul”. E apesar de ser um animal comum, antigamente, era raro de se encontrar em algumas regiões. Mas, com o avanço da cidade e do desmatamento, novas áreas surgiram para essa espécie.
Em época de ninhada, as fêmeas, conforme explica a Bióloga e Mestre em Engenharia Florestal, Roberta Ramos, colocam geralmente até quatro ovos que levam de vinte a trinta dias para eclosão.
“Eles vivem em casai ou em pequenos grupos de até dez aves. As pessoas devem evitar o máximo possível a proximidade com os ninhos, ou com as fêmeas que estejam acompanhando os filhotes. Tanto para evitar estresse para o animal, quanto para evitar ataques dos machos, pois eles são extremamente agressivos,” comenta.
A especialista, fala que ao nascer, os filhotes de quero-quero já saem em companhia dos pais para aprender capturar os insetos e outros pequenos animais.
“Os pais costumam proteger os filhotes nos primeiros dias. Os machos tem um esporão na ponta das asas que podem provocar ferimentos graves, portanto, caso eles se sentirem ameaçados, irão atacar,” finaliza.