Um pinguim-de-Magalhães foi resgatado na manhã dessa quarta-feira (16) nas areias da praia do Campeche, em Florianópolis. É a primeira ocorrência de pinguim encontrado em praias da Ilha de Santa Catarina neste ano.
O animal foi encontrado bastante debilitado por guarda-vidas e encaminhado para o CePRAM (Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos) da Associação R3 Animal.
O pinguim juvenil foi avaliado pela equipe veterinária do CePRAM e passou por exames admissionais. Ele tinha o corpo coberto de epibiontes, organismos que vivem sobre outros seres vivos, mas não chegam a causar nenhum prejuízo à saúde do hospedeiro.
Segundo a veterinária Marzia Antonelli, responsável técnica do PMP-BS/R3 Animal, ele apresentava marcas de interação com rede de pesca e alterações respiratórias. “A condição corpórea é ruim, e exames preliminares apontaram que a ave encontra-se bastante parasitada e com hipoglicemia”, explica Marzia.
Os epibiontes foram removidos com água morna, o pinguim foi medicado e passou a noite em uma Unidade de Tratamento Animal (UTA).
Na manhã de quinta-feira (17), ele deixou a incubadora e começou a receber alimentação pastosa (papa e peixe) enriquecida com suplementos para melhora de plumagem e estado nutricional.
Novos exames serão feitos para avaliar a saúde do animal. Assim que tiver melhora, a ave será transferida para uma área com piscina e seguirá em tratamento junto com outro pinguim em reabilitação.
Migração de pinguins
Os pinguins que chegam à costa catarinense costumam sair de suas colônias, principalmente na Patagônia Argentina, a partir de meados do outono. Todos os anos eles se deslocam para o Norte, seguindo cardumes de peixes e as correntes de água fria, e retornam a partir de setembro.
O pinguim-de-Magalhães encontrado na praia do Campeche provavelmente já estava na região desde a migração do ano passado.
Em caso de encontro com uma ave, mamífero ou tartaruga marinha nas praias, ligue para o telefone 0800-642-3341, das 7h às 17h.