FOTOS: Quase 30 pinguins são encontrados mortos no litoral Sul de SC

Segundo projeto da Udesc, animais não resistiram ao período migratório

Foto de Richard Vieira

Richard Vieira Criciúma

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Cerca de 29 pinguins, da espécie Spheniscus magellanicus, foram encontrados mortos nos últimos dias no litoral Sul catarinense, em uma área que compreende a Praia dos Molhes, em Laguna, até a Praia do Luz, em Imbituba.

Quase 30 pinguins são encontrados mortos no litoral Sul de SC – Foto: Rafael Laurentino PMP-BS/Udesc/Divulgação/NDQuase 30 pinguins são encontrados mortos no litoral Sul de SC – Foto: Rafael Laurentino PMP-BS/Udesc/Divulgação/ND

Segundo a Unidade de Estabilização de Animais Marinhos (PMB-BS) da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que fez o recolhimento, os pinguins não resistiram ao período migratório.

Animais foram encontrados em uma região que vai de Laguna a Imbituba – Foto: Rafael Laurentino PMP-BS/Udesc/Divulgação/NDAnimais foram encontrados em uma região que vai de Laguna a Imbituba – Foto: Rafael Laurentino PMP-BS/Udesc/Divulgação/ND

Geralmente, os animais saem, em meados de outubro, de colônias reprodutivas na Patagônia/Agentina, na Península de Valdés, e seguem os cardumes, aproveitando as correntes de água fria. A temporada dura até outubro.

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Conforme o projeto, as causas da morte dos pinguins são diversas. A maioria deles são juvenis de primeira viagem. Nesses casos, a alimentação para eles se torna mais difícil e começam a perder energia.

Durante o trajeto, também passam por grandes tempestades e, muitas vezes, encontram redes de pesca, onde emalham acidentalmente.

Chipagem

De acordo com o projeto, os animais mortos foram recolhidos e encaminhados para a unidade de estabilização, onde é conferido se foram “chipados” e realizada a necropsia para tentar identificar a causa da morte.

Maioria dos animais era juvenil – Foto: Rafael Laurentino PMP-BS/Udesc/Divulgação/NDMaioria dos animais era juvenil – Foto: Rafael Laurentino PMP-BS/Udesc/Divulgação/ND

O chip subcutâneo de identificação é inserido nos pinguins quando passam por reabilitação, antes de serem devolvidos à natureza. O equipamento permite um melhor acompanhamento pós-soltura. Desta vez, nenhum dos pinguins recolhidos foram chipados.