Apesar dos benefícios, ter um cachorro de estimação pode ser perigoso quando o tutor não sabe identificar os sinais de que o animal está estressado. Ainda nesta semana (22), uma influenciadora de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, divulgou um vídeo sendo atacada por seu buldogue inglês.
Influenciadora de Criciúma, Élida Feltrin, foi atacada por seu cachorro – Foto: Freddy/Pixabay/Divulgação/NDEm entrevista ao ND Mais, o educador de animais André Bressan explicou que algum movimento feito com os braços, no caso da influenciadora Élida Feltrin, pode ter atiçado o instinto de caça do cão.
“Durante a brincadeira, os braços foram agitados de maneira inadequada, com movimentos de presa, balançando os braços para cima, se movimentando”, explicou o profissional.
SeguirAinda de acordo com ele, os movimentos da influenciadora são muito parecidos com o que os figurantes fazem com os cães de guarda, aqueles que são treinados para atacar.
Como identificar se o animal vai atacar?
O educador de cães explicou que, em casos assim, existem vários aspectos que devem ser analisados, como a relação entre o animal e o tutor, qual o nível de agressividade, se há histórico de agressividade e se os pets são castrados.
Élida está bem, mas teve alguns ferimentos – Foto: @elidafeltrin/Reprodução/ND“Me parece que, em determinado momento, ele toma a frente da fêmea meio que para proteger o espaço, e talvez a tutora não entendeu, e achou que era um momento de brincadeira, o que pode ter instigado ainda mais o animal”, explicou.
Porém, o profissional destaca que não é possível afirmar com certeza, pois ele não possui o histórico do animal, somado ao fato de que o vídeo é muito curto, então não mostra o contexto completo do ataque. “Não vi nenhum brinquedo ou comida por perto, então acho que não foi uma agressividade por posse, e sim relacionada ao instinto de caça”.
Como acalmar o animal
Para Bressan, controlar uma situação do tipo é realmente muito complicado, mas existem algumas alternativas para tentar se proteger.
A primeira dica é procurar um ponto de fuga seguro, como um local alto, dentro de um estabelecimento onde é possível fechar a porta.
Quando uma outra pessoa presencia o ataque, há uma chance maior da vítima se desvencilhar do animal. “A melhor técnica é arrastar o cachorro pelas pernas de trás, pois assim dá tempo da pessoa que está sendo atacada fugir”, disse André.
Já quando a vítima está sozinha, fugir da mordida se torna mais complicado, principalmente quando ela não tem força para domar o cão. Conforme o educador, a pessoa pode correr risco de morte.
Por fim, Bressan explicou um ataque nem sempre é culpa do animal, e isso não significa que ele é mau. “O melhor é avaliar o animal, procurar um profissional adequado, seja um médico veterinário, adestrador ou especialista em comportamento. Assim é possível identificar o que leva ele a ter esse ato, e assim tratá-lo”, concluiu.
Influenciadora é atacada por cão
Veja o momento do ataque – Vídeo: @elidafeltrin/Reprodução/ND