A Justiça catarinense resolveu manter a prisão preventiva do motorista que causou um grave acidente no Bairro Ingleses, Norte da Ilha, no primeiro dia de 2021. A decisão é da juíza Andrea Cristina Rodrigues Studer, da 5ª Vara Criminal da Comarca de Florianópolis.
Justiça negou pedido da defesa do motorista que atropelou duas mulheres nos Ingleses e ele continua em prisão preventiva – Foto: Corpo de Bombeiros/divulgação/NDNo volante de uma Land Rover blindada, o acusado atropelou uma família de quatro pessoas, sendo que a filha permanece em estado grave. A mãe concedeu entrevista ao Grupo ND e relatou que viveu “12 dias de terror” após o acidente.
A defesa do réu solicitou a revogação da prisão preventiva, alegando que o acusado não oferece risco à sociedade, tem residência fixa e ocupação legal.
Seguir“Não há fatos novos para reverter a prisão preventiva”, diz juíza
No entendimento da juíza Andrea Cristina Rodrigues Studer, não há novidade no processo para reverter a prisão preventiva do acusado.
Ela também informou que chama atenção o fato de que o réu declarou ter renda mensal de R$ 1.500,00, mais comissões, e ser dono de um veículo de luxo blindado, a Land Rover que dirigia na hora do atropelamento.
Também causou estranheza o fato de que ele repassou endereços e telefones conflitantes, tanto do local de trabalho, quanto da residência. Segundo a juíza, essas são circunstâncias que reforçam a necessidade da prisão preventiva, para aplicação da lei penal.
O motorista foi preso em flagrante pelos crimes de embriaguez ao volante e lesão corporal culposa, provocada em acidente de trânsito.
“Ao que tudo indica, diante dos depoimentos prestados em sede policial, o acusado fez uso de bebida alcoólica antes de conduzir o veículo com o qual atropelou as vítimas na calçada, reforçando a gravidade concreta dos fatos, confirmados pelas declarações das testemunhas”, argumentou a magistrada.
Na decisão, ela também afastou o sigilo do prontuário médico de uma das vítimas, pois considera que o documento é imprescindível para elucidar o crime do qual a paciente foi vítima.