Lagartas de fogo: área interditada por surto tem árvores podadas em Florianópolis

Floram (Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis) realiza trabalho nesta segunda-feira (26); árvores serão podadas e animais serão mortos

Foto de Ian Sell

Ian Sell Florianópolis

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A Floram (Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis) realiza na tarde desta segunda-feira (26) a poda de sete árvores na avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, próximo a região do trapiche, onde houve o aparecimento de várias lagartas de fogo, popularmente chamadas de “bicha-cabeluda” na última sexta (23).

lagartas apareceram em árvores da CapitalAparição de várias “lagartas fogo” interditou área na Beira-Mar Norte – Foto: Léo Munhoz/ND

Segundo a Floram, a equipe de profissionais responsáveis está podando todas as árvores prejudicadas e os animais serão mortos. O local havia sido interditado pela GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) ainda na sexta-feira.

“O Centro de Zoonoses da Capital informou que a área será monitorada periodicamente e liberada para uso assim que o risco for reduzido. No total foram sete árvores podadas, e os animais removidos com o intuito de evitar a propagação para novos locais”, informou a Floram.

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De acordo com o professor Luiz Carlos de Pinho, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a aparição dessa espécie (Megalopyge lanata) ocorre exclusivamente na América Latina, sendo mais comum em Santa Catarina e outros nove estados (São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Bahia, Goiás, Minas Gerais) e Distrito Federal.

O animal se alimenta apenas de vegetais e costuma aparecer em árvores como Cedro, Ipê, Figueira do Mato, Abacateiro, Pessegueiro, Plátano, Araticum, Seringueira, Pereira, Ameixeira e Figueira.

Suas lagartas, quando completamente desenvolvidas, medem de 60 a 70 mm de comprimento e 14 a 18 mm de largura máxima.

Contato com espinhos do animal pode ser perigoso

Ainda segundo Pinho, o contato da pele do ser humano com os espinhos da lagarta pode causar reações diversas como dor intensa, inchaço e vermelhidão. Por isso houve a interdição da área.

Faixa com cartaz de interdição na avenida Beira-Mar NorteÁrea chegou a ser interditada na Beira-Mar Norte – Foto: Léo Munhoz/ND

A indicação é que, caso haja o contato, a pessoa procure um médico, principalmente em casos de idosos e crianças.

“Use uma pinça longa ou graveto para pega-lá e nunca toque em lagartas
urticantes diretamente com as mãos. Coloque-as em frasco com a tampa furada, juntamente com amostras da planta onde foi encontrada a lagarta”, orienta a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina).

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