Leishmaniose canina: médico veterinário explica sobre os mitos e verdades da doença

A Leishmaniose canina é uma doença parasitária que afeta o sistema imunológico dos animais

Foto de Natalia Bollmann

Natalia Bollmann Blumenau

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A Leishmaniose canina, também conhecida como Calazar, é uma doença parasitária que afeta cães e em casos raros, humanos. Causada por protozoários, a doença é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado e afeta o sistema imunológico dos animais.

Leishmaniose canina: cachorro deitado na grama recebendo carinho de tutor Médico Veterinário explica os mitos e verdades sobre a Leishmaniose canina – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Embora seja um problema de saúde pública em diversas regiões do Brasil, muitas dúvidas e mitos cercam a Leishmaniose, gerando incertezas e receios entre os tutores.

De acordo com o Médico Veterinário Edgar Cardoso, o tratamento da doenças é caro e bastante demorado, causando sofrimento ao animal.

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Mitos e verdades sobre a Leishmaniose canina

A doença possui diagnóstico difícil?

Mito: o diagnóstico é sempre laboratorial, normalmente por coleta de sangue, e já existem testes rápidos que servem para uma primeira triagem. Nos testes positivos, o sangue é encaminhado para laboratórios estatais que fazem exames mais precisos.

De acordo com Edgar Cardoso, os sinais clínicos são muito variáveis. “Alguns sinais que podem chamar a atenção é o crescimento excessivo das unhas e emagrecimento acelerado dos pets”, explica.

Geralmente, são utilizados medicamentos antiparasitários para controlar os sintomas os sintomas da Leishmaniose canina.

É transmitida por um mosquito?

Verdade: a doença da Leishmaniose canina é transmitida pelo mosquito-palha e apresenta duas formas distintas: visceral e cutânea. A forma visceral, a mais severa, compromete órgãos internos como o fígado, o baço e a medula óssea, enquanto a forma cutânea provoca lesões na pele.

Segundo Eduardo de Castro Ferreira, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Mato Grosso do Sul, o aumento dos casos no país pode estar parcialmente ligado à migração de cães infectados, que atuam como “reservatórios” do parasita, e ao acúmulo de material orgânico, criando um ambiente ideal para a proliferação do mosquito.

“Esses animais podem servir como fonte de infecção para os vetores, aumentando o risco de transmissão da doença para humanos. Se não forem tomadas medidas urgentes de controle e prevenção, a Leishmaniose em humanos pode crescer substancialmente no nosso país”, afirma o pesquisador.

Repelentes evitam contágio?

Verdade: de acordo com o Veterinário Edgar, já existem formas para a prevenção da doença. “Nos mercados, já é vendido as coleiras naturais que são repelentes para insetos desse tipo, elas são eficazes e menos agressivas do que as coleiras que têm veneno na composição”, explicou.

A doença possui poucos sintomas?

Mito: os sintomas da Leishmaniose canina são variados e comuns, mas não são poucos, podendo alguns cães carregar o parasita sem apresentar sinais visíveis.

No entanto, indicadores da doença incluem perda de apetite, emagrecimento, pelo sem brilho, queda de pelos e feridas na pele (especialmente na face, focinho e orelhas). Já em estágios mais avançados da doença, aos animais apresentam crescimento anormal das unhas (onicogrifose) e perda de mobilidade nas patas traseiras (parestesia).

“Embora a Leishmaniose não tenha cura, medidas de prevenção e acompanhamento veterinário regular são essenciais para garantir o bem-estar do seu cão”, finalizou o médico veterinário.

Médico veterinário atende cachorro preto em consultórioDados sobre a doença parasitária são altos no Brasil – Foto: Freepik/Reprodução/ND

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