Leito de rio seca e revela pegadas gigantes de dinossauro que viveu há 113 milhões de anos

Imagens divulgadas na internet revelam pegada de animal histórico

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Redação ND Florianópolis

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O estado americano do Texas está sofrendo com uma intensa seca desde setembro do ano passado. O fenômeno ambiental tem mudado todo o meio-ambiente local, inclusive o solo. Foi por isto que, nesta terça-feira (23), o Parque Estadual do Vale dos Dinossauros revelou que encontrou pegadas de dinossauros que viveram no Parque há 113 milhões de anos.

Pegada foi revelada após seca na região – Foto: Dinosaur Valley State Park/Divulgação/NDPegada foi revelada após seca na região – Foto: Dinosaur Valley State Park/Divulgação/ND

As imagens divulgadas no Facebook mostram pegadas de três dedos que descem pelo leito de um rio seco. Trata-se de “um dos mais longos conjuntos de pegadas de dinossauros do mundo”.

Stephanie Salinas Garcia, do Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas, explicou que o clima seco os tornou visíveis:

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“Devido às condições excessivas de seca no verão passado, o rio secou completamente na maioria dos lugares, permitindo que mais pegadas fossem descobertas no parque. Em condições normais do rio, essas pegadas novas ficam sob a água e geralmente estão cobertas por sedimentos.”

Qual a espécie?

A maioria das pegadas recém-reveladas corresponde ao Acrocanthosaurus, que pesava cerca de 6.350 kg quando adulto e perto de 4,5 metros de altura. Outro dinossauro, o Sauroposeidon, também passeou pelo parque. Ele tinha 18 metros de altura e pesava 44 toneladas.

O parque ficava à beira de um antigo oceano e os dinossauros deixavam suas pegadas na lama. A reserva está localizada a sudoeste da cidade de Dallas.

No entanto, os dias das pegadas de dinossauro estão contados. Isto porque chuvas estão previstas para a região, o que vai cobrir novamente a marca.

“Elas serão novamente enterradas pela chuva e pelo rio, mas o Parque Estadual do Vale dos Dinossauros continuará protegendo essas pegadas de 113 milhões de anos, não apenas para esta geração, mas também para as gerações futuras”, ressaltou Stephanie.

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