Onça atravessa rio nadando e encara família em Santa Catarina; VÍDEO

Registro foi feito por uma família em Campos Novos, no Meio-Oeste, na última quinta-feira

Foto de Willian Ricardo

Willian Ricardo Chapecó

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Um morador de Campos Novos/SC pescava com a família em um barco quando filmou uma onça-parda atravessando um rio nadando, na última quinta-feira (8), a poucos metros deles.

Registro foi feito em Campos Novos – Foto: Edecarlo Leite/NDRegistro foi feito em Campos Novos – Foto: Edecarlo Leite/ND

O registro ocorreu no rio Canoas, na região Meio-Oeste de Santa Catarina. No local existe o Parque Estadual do Rio Canoas, com 1.133 hectares de Mata Nativa e abriga espécies semelhantes.

O vídeo mostra que a onça nada tranquilamente ao lado da família e segue em direção à margem do rio. Depois, entra na mata e se esconde. A família, apesar do registro emblemático, não se assustou com o encontro.

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“Foi um gritedo só, uma loucura, a minha filha se emocionou tanto e chorou. É uma sensação que só quem vive aquele momento sabe. É um animal muito grande. Foi muito bacana, acho que é uma visão que nunca mais terei na minha vida”, disse Edecarlo Leite, que fez o registro.

Grupo de fez o registro – Foto: Edecarlo Leite/NDGrupo de fez o registro – Foto: Edecarlo Leite/ND

A espécie

A onça-parda, ou puma, é um felino de porte médio a grande, nativo da América. Sua pelagem varia de marrom-avermelhada a cinza, geralmente sem as manchas ou pintas presentes na pelagem da onça-pintada.

Ela possui corpo alongado, patas musculosas e uma cauda longa. Os machos são maiores que as fêmeas, podendo atingir cerca de 1,5 metros de comprimento e pesar até 70 kg.

É importante ressaltar que, embora o nome “onça-parda” seja utilizado para se referir a essa espécie, ela não deve ser confundida com a onça-pintada, que possui uma pelagem com pintas e é maior em tamanho.

A espécie tem tido declínio populacional, por perda de habitat natural. Quando ocorrem tais encontros, é fundamental manter a calma e tomar medidas para garantir a segurança de todas as partes envolvidas.  Não se aproxime nem tente tocá-la. Também não grite, não faça movimentos bruscos e evite correr, pois isso pode despertar seu instinto de caça.

Em situações desse tipo, é aconselhável manter uma distância segura do animal e evitar qualquer tipo de provocação. Se possível, é recomendado contatar as autoridades locais, como a polícia ambiental ou órgãos responsáveis pela conservação da fauna, para relatar o incidente e buscar orientações específicas para a região em questão.

Registro foi feito no Rio Canoas, em Campos Novos – Vídeo: Edecarlo Leite/Arquivo Pessoal/ND

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