Você já viu um ovo gigante? É incomum, mas acontece. Mas e um ovo dentro de outro ovo? Mais raro ainda, mas em Joinville, no Norte de Santa Catarina, uma galinha de apenas oito meses tem “colecionado” o produto incomum.
Giselda tem oito meses e já coleciona quatro “ovos com ovos dentro” – Foto: Jonathan Rocha/NDTVBatizada de Giselda, a galinha carijó do aposentado Acir Matoso de Barros, de 65 anos, é tratada como um bebê. A Giselda fica no colo sendo acariciada enquanto ele conta o susto misturado à curiosidade quando recolheu o primeiro ovo gigante, há cerca de três semanas.
“Faz três semanas e ela está botando um por semana desse tamanho. Da primeira vez, ela ficou bem triste, achei que ela iria morrer, ela sofreu bastante. Agora acho que já acostumou porque botou mais três”, fala.
SeguirA companheira, Nildosana Machado de Barros, de 54 anos, conta, ainda, que o primeiro ovo foi dado de presente a uma amiga, que descobriu o produto raro. “Ela mandou um áudio assustada, como poderia ter um ovo dentro de outro? Foi muito impressionante. Eu nunca vi disso e já são quatro assim. Desperta a curiosidade de saber como uma galinha pode botar um ovo desse jeito. Dá um receio de saber o que tem dentro. Nunca poderia imaginar que tinha um ovo dentro do outro”, diz.
A veterinária da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) Bianca Ximenes de Abreu explica como isso pode acontecer. “Ela pode ter um problema de fazer uma nova ovulação antes do processo completo ou pode passar por um estresse. A formação desses ovos pode ser constante, mas eles podem ser consumidos normalmente”, garante.
No entanto, o processo pode ser prejudicial para a saúde da Giselda, alerta a veterinária. “Existe um risco para a saúde da ave. Nessa situação de retorno do ovo, ele pode cair na cavidade abdominal e a ave pode até morrer. O ideal seria retirá-la do ambiente e reduzir uma possibilidade de estresse que ela possa estar passando, algo em relação à dominância de outras aves. Tentar deixar ela um pouco separada para tentar reverter essa situação”, explica.
Giselda é tratada como bebê pela família há oito meses – Foto: Jonathan Rocha/NDTVAlimentada com milho moído, ração de postura e cálcio para fortalecimento, Giselda é tratada com todo o carinho e o aposentado não esconde o amor pela galinha. “Ah, eu amo ela, é um animal de estimação que a gente tem. Tem que criar com carinho, é o que eu faço. Trato ela com carinho e ela retribui”, finaliza.