Com frio extremo, veja como reconhecer sinais de doenças respiratórias e crônicas nos pets

Segundo a veterinária Cleusa Oliveira Deiró, os animais de estimação podem ter sérios problemas respiratórios em razão da falta de cuidados específicos para o frio; veja dicas

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Redação ND Florianópolis

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A onda de frio intenso que atingiu o país, especialmente a região Sul do Brasil, demanda cuidados redobrados não só para as pessoas, mas também para os pets.

Segundo a veterinária Cleusa Oliveira Deiró, os animais de estimação podem ter sérios problemas respiratórios em razão da falta de cuidados específicos para o frio. Para evitar o sofrimento dos pets, os tutores devem, além de atentar-se aos sintomas, garantir conforto e proteção.

Para evitar o sofrimento dos pets, os tutores devem, além de atentar-se aos sintomas, garantir o conforto e proteção nos dias mais frios – Foto: Divulgação/NDPara evitar o sofrimento dos pets, os tutores devem, além de atentar-se aos sintomas, garantir o conforto e proteção nos dias mais frios – Foto: Divulgação/ND

“Eles também sentem frio e precisam de atenção especial. Essas quedas de temperaturas podem fazer com que eles fiquem mais quietinhos por conta do frio. Animais de guarda, como cães de maior porte, devem ter seus canis para protegê-los da chuva, uma vez que passar longos períodos molhados pode baixar a imunidade do animal e favorecer o aparecimento de doenças”, alerta a especialista.

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Segundo ela, os problemas mais comuns são referentes ao trato respiratório, região em que se encontra a primeira parte do sistema respiratório e que vai até os bronquíolos e alvéolos pulmonares.

“Gripe, seja ela viral ou até mesmo bacteriana, são doenças mais transmissíveis durante o inverno. E nos gatos, a queda de temperatura também pode favorecer o aparecimento de asma, por conta da exposição desses animais a alérgenos do ambiente”, ressalta a veterinária.

O corrimento nasal, transparente ou não, é um dos sintomas mais importantes a serem observados, assim como a presença de espirros, dificuldade respiratória e corrimento ocular, que pode acarretar em conjuntivite.

A veterinária também sugere cuidados extras com os passeios. “Para evitar a necessidade de banho e garantir a proteção contra o frio, não é indicado passear em horários de chuvas e por regiões muito molhadas. Permitir que o animal passe por cima de poças é perigoso, pois não só molha o pelo, mas também propicia a leptospirose. Após o passeio, deve-se sempre higienizar e secar o pet”, orientou.

Sobre a alimentação, não há grandes mudanças. Os animais acabam tendo mais fome para produzir mais calor e, assim, aumentar a temperatura corporal, mas não precisam ter alteração na ração, recomendou Cleusa Deiró.

“A tosa não é apropriada. Animais com pelo longo já possuem uma proteção contra o frio. Procure colocar roupas quentes naqueles que não têm muito pelo”, orienta.

Pets que sofrem com dores crônicas precisam de atenção

Os cachorros que apresentam quadro de artrite, artrose ou displasia merecem atenção especial. No inverno, as dores ficam mais intensas, portanto, é necessário ficar atento ao comportamento dos pets nesse período.

“Quando sentem dores, eles acabam ficando mais introspectivos, perdem o apetite e sentem dificuldades para se locomover ou realizar tarefas rotineiras, como um passeio na rua, subir escada e até mesmo no sofá, então, o ideal é prestar atenção e verificar se não ocorreu alguma mudança de comportamento brusca”, explica Bruna Fabro, médica veterinária.

Problemas mais comuns são referentes ao trato respiratório, região em que se encontra a primeira parte do sistema respiratório e que vai até os bronquíolos e alvéolos pulmonares – Foto: Fernando Martins/Divulgação/NDProblemas mais comuns são referentes ao trato respiratório, região em que se encontra a primeira parte do sistema respiratório e que vai até os bronquíolos e alvéolos pulmonares – Foto: Fernando Martins/Divulgação/ND

No geral, é possível identificar com mais facilidade esse tipo de problema em cachorros, já que eles costumam ser mais agitados comparados aos gatos, então fica mais perceptível ver se algo não está bem. No caso dos gatos, alguns dos sinais como perda de apetite, urinar e defecar fora da liteira e procurar isolamento são mais comuns.

“O pet precisa de um espaço confortável onde não passe frio. É necessário ver se o local em que dorme o protege de fato. Se for um animal idoso e com problemas articulares, deve ficar em casa à noite ou em um abrigo protegido, mesmo em dias quentes, pois precisam de mais atenção”, ressalta Bruna.

Embora essas atitudes colaborem com a saúde dos animais que sofrem com dores nas articulações, é imprescindível consultar um veterinário para avaliar quais são os cuidados necessários para cada caso.

A artrite e a artrose são doenças que podem ser diagnosticadas com antecedência e tratadas visando melhora na qualidade de vida do pet. Algumas raças, principalmente de grande porte, são mais predispostas a desenvolvê-las.

A suplementação de condroitina, glicosamina e UC-II são aliados nestes casos, auxiliando ao tratamento e à melhora e manutenção da saúde e bem-estar dos animais, uma vez que devolvem a flexibilidade das articulações.

Já no caso dos animais que possuem quadros de inflamação aguda ou crônica por conta das doenças musculoesqueléticas, os anti-inflamatórios injetáveis ou em pasta são mais indicados, sempre com a orientação de um especialista.