Coprofagia em pets: veterinário explica hábito de comer fezes

Coprofagia em pets pode ser a porta de entrada para parasitas no organismo dos pets

Foto de Natalia Bollmann

Natalia Bollmann Blumenau

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A coprofagia, também conhecida como a prática de comer fezes, é uma preocupação crescente entre os donos de pets.

Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, EUA, revelou que aproximadamente 16% dos cachorros apresentam o comportamento em algum momento da vida, enquanto 23% tem esse comportamento de forma ocasional. Embora esse número possa parecer baixo, é significativo quando considerado os impactos na saúde e no bem-estar dos animais.

Médico explica motivo por trás da coprofagia em pets, prática de comer fezes, ser comum nos animais de estimaçãoVeterinário explica como a coprofagia pode afetar os pets – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Os dados sugerem que cachorros que vivem com outros animais têm uma probabilidade maior de desenvolver coprofagia, possivelmente devido ao aumento na disponibilidade de fezes no ambiente.

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Mas afinal, o que explica a coprofagia em pets?

De acordo com o veterinário André Della Giustina, Coprofagia em pets é mais comum em cachorros do que em gatos.

“As causas podem variar desde disbiose, desequilíbrio na flora intestinal, até questões comportamentais ou neurológicas. Em muitos casos, o comportamento pode estar relacionado a problemas digestivos subjacentes, como a má absorção de nutrientes”, afirma.

Quais são os riscos à saúde para os pets?

Os riscos para a saúde dos pets são diversos. “Os animais que ingerem fezes podem estar expostos a infecções bacterianas e parasitoses. Além disso, podem desenvolver cólicas e periodontites se a ingestão de fezes for frequente. É importante notar que nem sempre as fezes ingeridas são do próprio animal, o que pode aumentar os riscos de doenças”, alerta.

O veterinário explica que uma boa parte dos casos de coprofagia está ligada a problemas digestivos. “O comportamento pode ser um sintoma de condições como a má digestão ou a desbiose. Portanto, entender o contexto geral do pet é crucial para identificar as causas e determinar o tratamento adequado”.

Qual o melhor tratamento recomendado?

O tratamento para coprofagia, de acordo com o veterinário André Della Giustina, deve ser individualizado, conforme as causas identificadas.

“As abordagens podem incluir terapias comportamentais, correções nutricionais para resolver deficiências alimentares e até mesmo terapias medicamentosa. Muitas vezes, uma combinação dessas abordagens é necessária para obter sucesso”, conclui o veterinário.

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