Estudo aponta que mãe de pet também é mãe; entenda

Pesquisa realizada em uma universidade japonesa mostra como o hormônio do amor é aplicado na relação de mãe de pet

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Natalia Bollmann Blumenau

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Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Azabu, no Japão, liderada pelo médico-veterinário Takefumi Kikusui e publicado na revista Science, trouxe à tona uma verdade que muitos já sentiam: a conexão entre os humanos e seus pets pode ser comparada ao amor materno.

Os resultados da pesquisa destacam a presença do hormônio do amor, a ocitocina, tanto em cães quanto em seus tutores, comprovando que sim, mãe de pet também é mãe.

Mãe de pet e seu cachorro juntos na calçada Mãe de pet é considerada realmente mãe, diz estudos – Foto: Freepik/Reprodução/ND

O que quer dizer mãe de pet?

Ser mãe de pet é mais do que apenas cuidar de um animal de estimação, é estabelecer uma relação profunda e afetuosa.

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Assim como mães humanas experimentam um vínculo especial com seus filhos, as mães de pets desenvolvem uma conexão única, que envolve carinho, proteção e dedicação.

Como a pesquisa foi feita?

Os pesquisadores da universidade reuniram 30 animais e os tutores em um mesmo quarto durante 30 minutos.

Sem impor regras específicas, observaram as interações naturais entre os pets e os humanos, que variaram desde carinhos e conversas até simples trocas de olhares.

Quanto mais intensas eram as interações, maior era a quantidade de ocitocina detectada nas urinas de ambos, reforçando a ligação emocional.

Hormônio do amor

A ocitocina, conhecida por estimular as contrações uterinas durante o parto e a produção de leite materno, também é responsável por promover sentimentos de bem-estar e facilitar as interações sociais.

Este hormônio, presente em situações de afeto entre mães e filhos, foi encontrado em níveis elevados nas interações entre cães e os tutores, validando a expressão mãe de pet.

Na fase final do estudo, os cientistas borrifaram ocitocina no focinho dos cães e os colocaram com seus tutores e duas pessoas desconhecidas.

O resultado foi claro: os cães fixaram seu olhar nos tutores, que corresponderam, criando um ciclo de ocitocina semelhante ao observado entre mães e seus filhos humanos.

Assim, a pesquisa concluiu que a relação entre humanos e cães se retroalimenta de ocitocina, reforçando o vínculo afetivo.

Mãe de pet com seu cachorro e filha no colo A pesquisa confirma o que muitos tutores de animais já sentiam: a relação entre mãe de pets e animais é uma fonte profunda de amor e bem-estar – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Benefícios para as crianças

Para as crianças, ter um animal de estimação aumenta o senso de responsabilidade e pode melhorar o desempenho escolar.

Elas aprendem a cuidar do pet, entendendo a importância de manter o animal saudável e feliz, o que também reforça seu foco e dedicação nos estudos.

Implicações médicas do estudo japonês

A pesquisa reforça a eficácia das terapias assistidas por animais, ou cinoterapia, para tratar transtornos emocionais como estresse pós-traumático e autismo.

Essas terapias são amplamente utilizadas em hospitais e clínicas, promovendo benefícios emocionais, cognitivos, físicos e sociais para os pacientes.

Outro estudo, realizado na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, revelou que pessoas com gatos têm uma chance 33% menor de sofrer um infarto do miocárdio.

Essa pesquisa, que acompanhou os pacientes por dez anos, mostra que ser mãe de gato também é benéfico para a saúde.

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