Mulher tem pernas e dedos da mão amputados após contrair bactéria da saliva do cachorro

A tutora teve uma infecção no sangue causada por uma bactéria da saliva do cachorro

Foto de Bruna Ziekuhr

Bruna Ziekuhr Blumenau

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Uma mulher de Oklahoma, nos Estados Unidos, precisou ter as pernas e seis dedos das mãos amputados após contrair uma bactéria da saliva do cachorro de estimação. Tudo começou depois que Kathy Roberts foi mordida pelo animal.

A imagem mostra um cão com saliva saindo pela boca. No caso descrito na matéria, uma bactéria da saliva do cachorro causou uma infecção em uma mulher. A tutora contraiu uma infecção da saliva do cachorro após a mordida – Foto: ISTOÉ/Reprodução/ND

“Eu estava dando frango ao meu cachorrinho uma noite e ele pegou o pedaço da minha mão. Eu não estava prestando atenção. Ele fez apenas um pequeno arranhão na pele e não foi tão ruim”, contou ao News 4.

Depois de lavar e aplicar uma pomada no ferimento, Kathy não imaginou o grande problema que viria a enfrentar. Um mês depois, a mulher sentiu dificuldade para mover a perna direita e procurou um médico.

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Kathy foi imediatamente levada para a sala de emergência com pressão baixa e frequência cardíaca alta. Logo depois, seus membros começaram a ficar pretos e, devido a gravidade nos tecidos, os médicos precisam amputar as pernas e seis dedos das mãos.

Três meses depois, Kathy recebeu próteses para as pernas e dedos. Já o cachorro foi adotado por outra família.

O que era a bactéria da saliva do cachorro

De acordo com os médicos, Kathy contraiu uma infecção no sangue, provavelmente após a pequena mordida do cachorro. Segundo o News 4, o patógeno bacteriano é conhecido como capnocytophaga canimorsus e pode ser encontrado na saliva de cachorros e gatos.

A bactéria pode ser transmitida para humanos através de mordidas e lambidas dos animais. A infecção pode ser tratada com antibióticos, no mínimo três semanas. Desta forma, é possível evitar os casos mais graves, como amputações, ataques cardíacos e insuficiência renal.

A chance de sobrevivência com o diagnóstico precoce também aumenta, tendo em vista que 30% das pessoas que contraem a bactéria morrem.

*Com informações da ISTOÉ