Pinguim ‘extremamente desidratado’ é encontrado por surfistas em praia de Itajaí

Esse é o primeiro pinguim-de-Magalhães resgatado na temporada 2023 em praias catarinenses; eles migram durante o inverno e podem encalhar nas praias

Redação ND Itajaí

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O primeiro pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) da temporada 2023, em Santa Catarina, foi resgatado vivo no sábado (24) na Praia Brava, em Itajaí, Litoral Norte do Estado. A ave foi encontrada por surfistas e mantida sob os primeiros cuidados por salva-vidas.

O resgate e o atendimento veterinário foi feito pelo PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos), que, entre Barra Velha e Governador Celso Ramos, é monitorado pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí).

Pinguim ‘extremamente desidratado’ é resgatado em praia de Itajaí – Foto: Fernanda Vieira de Maria/PMP-BS/Univali/Divulgação/NDPinguim ‘extremamente desidratado’ é resgatado em praia de Itajaí – Foto: Fernanda Vieira de Maria/PMP-BS/Univali/Divulgação/ND

O animal foi encaminhado para a Unidade de Estabilização de Animais Marinhos, em Penha, onde será acompanhado por veterinários, biólogos, oceanógrafos e tratadores. Ele deve ser estabilizado, com a intenção de ser devolvido ao mar.

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Pinguim estava extremamente desidratado

Segundo a equipe veterinária, o pinguim chegou com sinais de fadiga, apático, pouco responsivo e extremamente desidratado. Para que ele esteja apto a uma etapa de reabilitação e posterior soltura, o tratamento começa com administração de medicamentos conforme necessidade, hidratação, alimentação e demais terapias, caso haja agravamento do quadro.

A ave foi encontrado na manhã de sábado ainda na água, nadando sem força, na zona de arrebentação.

Durante o inverno é comum a aparição de pinguins nas praias catarinenses. A espécie tem hábitos migratórios e, todos os anos, grupos saem das colônias na região da Patagônia Argentina rumo às águas quentes do Atlântico.

Nessa viagem, muitos indivíduos morrem por condições naturais, devido ao alto gasto energético, como exaustão, desidratação pela incapacidade de encontrar alimento, ou se desencontram do seu grupo e se tornam vulneráveis para um quadro de debilidade, que pode facilitar o encalhe nas praias.

A interação humana também oferece riscos: muitos se prendem em redes de pesca e morrem afogados, por não conseguirem voltar à superfície para respirar.

Ao ficarem presos em redes de pesca, pinguins saudáveis podem gastar muita energia na tentativa de escapar do emalhe. Pinguins que já não estavam saudáveis ficam ainda mais expostos a esse risco.

O que fazer ao avistar um pinguim

Ao avistar um pinguim nas praias, não tente devolver ao mar, alimentar ou hidratá-lo. É importante manter o distanciamento para evitar que o animal fique mais estressado, impactando o quadro dele.

O PMP-BS pode ser acionado gratuitamente pelo telefone 0800 642 3341 – atendimento diário das 8h30 às 17h30.

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