No último domingo (23), um filhote de porco caiu de um caminhão que transitava pela BR-101, em São José, na Grande Florianópolis. As pessoas que estavam presentes no local na hora da queda, pararam o trânsito da rodovia e se mobilizaram para realizar o resgate, que acabou quebrando uma pata ao cair do veículo.
Animal ainda deve passar por cirurgia para se recuperar – Foto: Divulgação/NDQuem resgatou o animal foi a bióloga e protetora de animais Rosa Elisa Villanueva. Ao avistar o animal se arrastando pelo acostamento da estrada, parou o carro para socorrê-lo. Depois de estacionar o seu veículo cerca de 200 metros a frente de onde o suíno estava, voltou a pé para avaliar a situação e resgatá-lo.
A ocorrência foi levada à Arteris Litoral Sul, concessionária que administra o trecho onde o animal caiu. A informação chegou à equipe enquanto a bióloga realizava um primeiro atendimento.
SeguirLogo depois, duas viaturas da concessionária foram até o ponto onde Rosa prestava os primeiros socorros. Ao chegarem, os funcionários da empresa criticaram a atitude da protetora. Eles alegaram que há um convênio entre a empresa e veterinários, e que levariam o filhote até os profissionais.
A mulher acompanhou as viaturas até Biguaçu, onde fica o posto mais próximo da concessionária, para aguardar os veterinários. No local, ela afirma que ouviu da empresa que, como tinha interferido no resgate, deveria assumi-lo integralmente.
O porco recebeu o nome de ‘Baby Pig Júnior’, e está com a pata quebrada imobilizada. Ele ainda deve passar por exames e por uma cirurgia para se recuperar.
Em nota, a Arteris Litoral Sul informou que apura o caso, mas aponta que o chamado não foi claro para relatar que se tratava de um animal na pista ou se era sobre uma pessoa.
Confira o que diz a Arteris Litoral Sul:
“No caso do porco recolhido pela usuária no km 200 da BR-101, especificamente, a chamada de acionamento via 0800 da concessionária não foi clara – a ponto de nossa central enviar uma ambulância ao local, visto que a situação reportada demonstrava se tratar de uma pessoa precisando de socorro.
Somente na chegada da ambulância ao local – foi possível identificar que se tratava de uma ocorrência de animal na pista. No entanto, o animal foi removido da rodovia antes do acionamento do veículo com caixa adequada para apreensão de animais.
A concessionária apura o que houve na sequência, quando o animal foi levado pela usuária à base operacional. Independente disso, colocará à disposição um veterinário para realizar o atendimento do porco.”
A empresa orienta aos usuários que, ao avistar os animais, entrem em contato com o 0800-725-1771 e não retire o animal da pista, pois a presença de uma pessoa não treinada na rodovia pode ocasionar maiores acidentes.
Procon deve intervir no caso
O Procon/SC alegou que houve falha no dever de vigilância da empresa e resolveu notificá-la, para que informe ao órgão qual o procedimento adotado pela empresa quando há a presença de algum animal na pista e se há funcionários responsáveis por retirar os animais e prestar auxílio veterinário em caso de acidente.
“A presença de animal na pista coloca em risco a segurança dos consumidores motoristas e caracteriza falha na prestação de serviços, além de ser negligente com a vida de um animal”, esclarece o diretor do órgão, Tiago Silva.
O órgão ainda explica que o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
A Arteris Litoral Sul terá o prazo de 48 horas para apresentar sua defesa sob risco de sofrer sanções administrativas.