Quem tem vontade de adotar um animal, mas não consegue comparecer até a sede da Dibea (Diretoria de Bem-estar Animal), da Prefeitura de Florianópolis, porque trabalha em horário comercial, de segunda a sexta-feira, poderá visitar os animais que estão para adoção no local também aos sábados, das 13h30 às 17h30, a partir deste dia 26 de junho.
Um dos animais que aguardam por um lar é o Will, macho. Sem Raça Definida, ele tem uma patinha amputada – Foto: PMF/Divulgação/NDA medida, afirma Fabiana Bast, diretora da Dibea, tem por objetivo ampliar e facilitar o acesso da população ao órgão e aos animais, já que o processo de adoção do órgão é totalmente presencial. “Temos muitos animais aqui que aguardam por um lar. Pensamos que essa é uma situação que pode dificultar o procedimento para muitas pessoas, então decidimos abrir no final de semana. Aos sábados, no entanto, vamos abrir exclusivamente para visita e adoção, não haverá atendimento veterinário”, ressalta.
De acordo com ela, neste momento, certa de 180 animais aguardam adoção no órgão, o que chega perto da capacidade física máxima do local. Por isso, a diretoria da Dibea solicita que voluntários interessados em realizarem lar temporário para os animais entrem em contato pelo WhatsApp (48) 99628-9407.
Interessados em adotar um animalzinho podem visitar a Dibea de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 13h30 às 17h30, na SC-401, nº 114 – Itacorubi.
Apelo para a adoção responsável
A Diretoria de Bem-estar Animal de Florianópolis também faz um apelo para que a população se sensibilize e pratique a adoção responsável ao decidir levar um animal para a casa. Dessa forma, ao adotar um pet, mais espaço é liberado para que o órgão possa realizar ainda mais resgates de animais vítimas de maus-tratos no município.
“Por mais que recebem atenção, carinho e tenham todas as suas necessidades muito bem atendidas, o que estes animais mais precisam é de uma família, um lar. Fica nosso pedido para que as pessoas venham conhecer a Dibea, o trabalho das equipes e os animais que aguardam pela sua visita. Agora, com a ampliação do atendimento para os sábados, há mais tempo e oportunidade para esse encontro”, afirma o prefeito da Capital, Gean Loureiro.
A gata Torrada também procura uma família – Foto: PMF/Divulgação/NDO abandono de animais cresceu 70% no Brasil durante a pandemia. Animais que antes tinham comida, abrigo, saúde e segurança, agora passam fome, medo e sofrem maus-tratos nas ruas de todo o país. Os dados são da AMPARA Animal, uma Oscip (Organização da Sociedade) que presta ajuda às ONGs e aos protetores independentes da causa animal.
Mudança de vida
Márcia B., 51 anos, aposentada, adotou a gatinha Kimi em janeiro deste ano na Dibea e conta que o animal, além de transformar a rotina de toda a família, a ajuda durante a recuperação de um câncer. “Quando ela chegou eu não poderia estar mais feliz. Eu passei pelo meu segundo câncer no ano passado e estou fazendo quimioterapia neste ano, então eu estava em um momento de muita fragilidade, física e emocional. Em meio a tantas coisas negativas, aquela coisinha pequenininha apareceu e, parece que junto com ela, a minha determinação voltou. A Kimi fez com que tudo voltasse a ser colorido para mim, foi como se ela tivesse trazido a minha essência de volta”, explica Márcia.
Para quem pensa em adotar um animal e ainda tem dúvidas, ela deixa um recado sobre a importância da iniciativa. “Acho que nós ganhamos muito mais com a adoção do que o animalzinho em si, é claro que ajudamos eles também, mas o retorno que recebemos da parte deles é muito maior. Eles nos amam incondicionalmente pelo que somos. Acho que eles só têm a acrescentar a nós como indivíduos, e posso afirmar com toda a certeza de que uma vida na companhia de animais é infinitamente mais brilhante”, afirma.
Aika, uma pitbull fêmea mestiça, está para adoção na Dibea – Foto: PMF/Divulgação/NDMais alegria no lar
Assim como na casa da Márcia, os irmãos caramelo Farofa e Bisteca alegram o lar de Iran Leite de Abreu Filho e Daniel Orlando da Silva, em Caiacanga, no Sul da Ilha, em Florianópolis, desde dezembro de 2020. Iran conta que a vida toda teve animais e, como já estava há algum tempo sem um companheiro de quatro patas, sentia muita falta de ter um animal de estimação quando morava em São Paulo.
Quando ele e Daniel resolveram que se mudariam definitivamente para a capital catarinense em 2020, durante a pandemia, veio a decisão de, finalmente, adotar um cachorro. “A gente pesquisou, encontrou a Dibea e foi lá ver os animais. A equipe nos levou para uma visita e nos encantamos muito quando chegamos lá, nossa vontade era levar pelo menos metade dos cachorros que conhecemos. Pensamos bem e decidimos adotar dois, porque cachorro gosta de companhia, de viver em matilha. E, como havíamos nos apaixonado por quatro filhotes da mesma ninhada, resolvemos adotar dois, o Farofa e a Bisteca”, conta ele.
Iran conta que a adaptação dos dois em casa foi muito tranquila. “Foi ótimo, um funcionário da Dibea trouxe os dois, mas eles têm personalidades bem diferentes. A Bisteca veio correndo, lambendo e pulando, o Farofa já é mais na dele, mais tranquilo, então ficou meio ressabiado assim que chegou, mas aí a gente foi mostrando que ele não precisa ter medo, fazendo carinho na Bisteca e nos aproximando. A partir daí foi só alegria. Hoje os dois sempre querem dormir encostados em nós dois, veem que estamos no sofá e já querem subir e ficar junto. O Farofa até hoje gosta de ficar largadão, ele deita de barriga para cima e fica esperando a gente fazer carinho. A Bisteca é danada, gosta de agitar e não para um minuto”, conta Iran.
Ele destaca que a adoção é um laço muito forte. “Os animais têm tanto a oferecer para a gente, a alegria, o companheirismo, a amizade. Para nós mudou toda a energia da casa, agora existe movimento, vida… a gente vê o crescimento, o aprendizado deles e se apaixona cada dia mais. Em troca eles nos dão carinho, atenção, cuidado”, diz Iran.
Pascal, um macho mestiço da raça pit bull, ainda busca um lar – Foto: PMF/Divulgação/NDRequisitos para adotar um animal
- Ser maior de 18 anos;
- RG e CPF – Ser morador de Florianópolis
- Iniciar o processo de adoção na DIBEA
- Os animais são entregues na residência, após vistoria no local.
*** Mais informações sobre a adoção podem ser obtidas pelo número: (48) 3234-5677.
Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.