STJ multa plataforma em R$ 600 mil por anunciar animais silvestres ameaçados de extinção

Após 14 anos, a infração cometida pela plataforma digital de anúncios foi aprovada pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça)

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Talita Kehl Blumenau

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Uma denúncia feita pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) contra uma plataforma de anúncios digitais foi aprovada pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Em 2011, a plataforma expôs anúncios de animais silvestres ameaçados de extinção.

A imagem mostra uma espécie dos animais silvestres divulgados20 animais silvestres (três quelônios, nove cobras, cinco iguanas, um psitacídeo e duas corujas) foram divulgados sem autorização legal – Foto: Divulgação/Freepik/ND

Anúncio de animais silvestres em plataforma digital

Há 14 anos, a empresa responsável pela plataforma negou a denúncia, alegando não ter envolvimento, já que apenas divulgou os anúncios publicados por terceiros.

Na época, 20 animais silvestres, incluindo três quelônios, nove cobras, cinco iguanas, um psitacídeo e duas corujas, foram divulgados sem autorização legal.

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A plataforma chegou a pedir a anulação do processo, que envolvia uma multa de R$ 600 mil. Em 2011, a anulação foi aceita pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Plataforma é multada em R$600 mil

Porém, a AGU recorreu ao STJ, defendendo que a anulação não era viável já que, de acordo com o art. 24 do Decreto 6.514/2008, é considerada ilícita tanto a conduta de vender quanto de expor à venda animais silvestres sem a devida autorização.

O posicionamento da AGU foi aprovado. Segundo a Procuradora Federal Ana Lúcia Estevão, que atuou no caso, o julgamento pode ser considerado de extrema importância. Foi a pela primeira vez o STJ decidiu responsabilizar uma plataforma digital por infração administrativa.

“O caso terá reflexos em inúmeros outros processos judiciais ou administrativos em que ocorreu a exposição ou venda de animais silvestres por meio de plataforma de anúncios”.

A imagem mostra uma cobraPela primeira vez o STJ decidiu responsabilizar uma plataforma digital por infração administrativa – Foto: Divulgação/Freepik/ND

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