Tamanduá-mirim é salvo após ser atacado por cães em SC

Animal foi localizado na área urbana de Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste do Estado; ele foi encaminhado a um hospital universitário

Foto de Redação ND

Redação ND Chapecó

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Um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) foi resgatado na área urbana de Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, após ser atacado por cachorros. O animal foi encontrado na quarta-feira (3).

tamanduá-mirimMamífero passará por tratamento médico. – Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação/ND

O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros Militar e o animal foi entregue à PMA (Polícia Militar Ambiental) de São Miguel do Oeste. O animal foi encaminhado ao Hospital Veterinário da Unoesc onde recebeu o tratamento para sua recuperação.

Segundo o biólogo Jackson Preuss, responsável pelo NEVS (Núcleo de Estudos em Vida Selvagem) da Unoesc, o tamanduá chegou sem ferimentos ou mordidas. Ele foi avaliado, hidratado e alimentado e depois foi devolvido à PMA para voltar ao seu habitat.

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Características do animal

O animal também é conhecido como tamanduá-de-colete, em decorrência da coloração escura nas costas que lembram um colete. Vive na América do Sul e está presente em todos os biomas do Brasil.

“Ele habita principalmente regiões florestais e ambientes de campos abertos. É um animal solitário, raramente é visto em casais e grupos, apenas em épocas de reprodução”, explica Preuss.

O biólogo destaca que são animais ativos durante a noite e gostam de ficar sobre as árvores onde se sentem mais protegidos. A dieta alimentar do tamanduá-mirim é composta principalmente por formigas e outros insetos.

“Ele busca os alimentos em buracos e utiliza as garras para abrir esses locais onde introduz a língua que é grande e tem aderência grudando os insetos para puxá-los”.

Tem uma cauda que serve como um quinto membro para se prender em árvores. “É um animal bem importante no ecossistema principalmente para o controle de insetos. Apesar de não estar em extinção, ele já despereceu de várias regiões de Brasil por conta do desmatamento”, ressalta.

Preuss salienta que por ter uma movimentação lenta sofre  atropelamentos com frequência quando sai durante a noite. Também é comumente atacado por cães domésticos quando se deslocam de um local a outro.

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    Tamanduá passou por avaliação, foi alimentado e hidratado. - Nevs/Divulgação/ND
    Tamanduá passou por avaliação, foi alimentado e hidratado. - Nevs/Divulgação/ND
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    Tamanduá-mirim foi resgatado pelos bombeiros. - Polícia Militar Ambiental/Divulgação/ND
    Tamanduá-mirim foi resgatado pelos bombeiros. - Polícia Militar Ambiental/Divulgação/ND
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    Animal foi encaminhado ao Hospital Universitário da Unoesc. - Polícia Militar Ambiental/Divulgação/ND
    Animal foi encaminhado ao Hospital Universitário da Unoesc. - Polícia Militar Ambiental/Divulgação/ND

Resgate ocorreu na área urbana de Dionísio Cerqueira. – Vídeo: Polícia Militar Ambiental/Divulgação/ND